terça-feira, julho 01, 2008

Temos pena.

E de repente, não mais que de repente, eis que hoje pipoca no meu telemóvel a seguinte mensagem: "Vi-te no outro dia, nas Amoreiras, com um tipo que não conheço. Sabes, tenho saudades tuas”. É, amigos… a relatividade é o único fenómeno absoluto.

segunda-feira, junho 23, 2008

Duh!!

Há coisas que me tiram do sério. Muitas, confesso, sou bastante irritável. Mas acho que nada me deixa tão à beira de um ataque de nervos como ouvir alguém referir-se a um filme com o comentário “Ah, mas o livro é muito melhor!”. Pessoal, vamos brincar de racionalizar só um bocadinho, ‘tá? É um filme... Era preciso que o livro fosse muito, muito mau para que o filme o superasse. Mas quem, no seu perfeito juízo, produziria, realizaria e protagonizaria um filme baseado num livro muito, muito mau? E, já agora, quem iria ver um filme desses? Vai daí, acho que podemos deixar estabelecido de uma vez por todas: os livros são melhores que os filmes, o que, só por si, não torna os filmes necessariamente maus. E é por isso, por os livros serem melhores que os filmes, que o pessoal do cinema procura a literatura como fonte, e não o contrário. Compreendido? ['ca nervos!]

segunda-feira, junho 16, 2008

sexta-feira, junho 13, 2008

De boas intenções... (*) (**) (***)

A expressão “crítica construtiva” é uma contradição em termos. Não tenhamos ilusões, criticar é sempre destruir. Não é à toa que um dos sinónimos do verbo é “maldizer”. E, se é para escolher, eu cá prefiro a maldade pura e simples à maldade bem intencionada.


(*) ou «Porque sempre fui fã de Kant, apesar dos pesares»
(**) ou ainda «Respondo sempre 'não' à pergunta 'posso ser sincero?'»
(***) ou ainda «Ninguém quer ouvir a verdade e, se a ouvir, é certo que encontra pelo menos meia dúzia de maneiras de a negar»

quarta-feira, junho 11, 2008

Não-post

Há muito tempo que cultivava o desejo de escrever um post que começasse pela expressão “Então é assim”. Esforcei-me, mentalizei-me que tinha que tentar, que exigir de mim a força necessária para o fazer. Cheguei mesmo a terminar um texto, mas não consegui publicá-lo. Deixei-o ali a marinar nos rascunhos, certa de que a sua hora chegaria. E chegou: hoje apaguei-o para sempre. Expressãozinha irritante! Não escrevo, pronto, é mais forte que eu.

terça-feira, junho 03, 2008

Ainda não me tinha apercebido...

... da verdadeira dimensão do problema do preço dos combustíveis até ter visto o autocarro da selecção ser empurrado até à Aústria.


terça-feira, maio 27, 2008

Constatando e andando (parte III)

Discutir com gente estúpida não dá mesmo pica. São como aqueles meninos trôpegos que jogavam futebol comigo na escola primária: é só deixar rolar que a bola entra.

terça-feira, maio 20, 2008

Grrrrr!

Há uma teoria que defende a existência de uma “escala da idiotice humana”. Cada um de nós comunica com pessoas que se situem até dois graus acima ou abaixo do próprio grau. Tratamos os que estão acima com admiração e respeito, e os que estão abaixo com condescendência. Se a diferença for maior do que estes dois graus, predomina o ruído, inviabilizando qualquer espécie de comunicação.
Para mim é ponto assente que existem algumas pessoas à minha volta com as quais a comunicação não é razoável. Falta-me descobrir se porque estou meia dúzia de graus acima ou abaixo delas na escala da idiotice humana. E já nem me importo da conclusão, desde que, efectivamente, chegue a alguma.

quarta-feira, maio 14, 2008

Escrito nas estrelas

Uma seguradora inglesa analisou mais de 700.000 sinistros ocorridos num período de cinco anos e chegou à conclusão que existe uma forte ligação entre o signo dos condutores e a probabilidade de se envolverem num acidente de viação.
Posto isto, o estudo conclui que os melhores condutores são as pessoas nascidas sob o signo de Sagitário (obrigada, obrigada, obrigada!) e Escorpião, facto que encontra explicação nas características-chave de determinação e alegria que marcam estes signos. Registou-se um empate neste primeiro lugar. Em terceiro surgem os nativos de Balança, com a sua tendência para o equilíbrio e a diplomacia a culminarem numa condução segura.
Os nascidos sob o signo de Carneiro são os piores condutores, contribuindo para quase nove por cento dos acidentes rodoviários. Gémeos e Touro classificaram-se logo a seguir como os signos mais perigosos ao volante.
E vocês, amiguinhos, de que signo são? ;)

terça-feira, maio 06, 2008

O som do desconhecido

Quando penso nas (muitas) maravilhas da infância, há uma que me salta sempre à memória com o sabor da nostalgia: a de ouvir e cantar músicas em inglês sem fazer a mínima ideia do que aqueles sons queriam dizer. Podia até não se dizer nada de jeito (eu, certamente, não dizia), mas para mim o som é infinitamente superior ao sentido.
E, nas canções, ainda hoje me esforço por não prestar atenção à letra. Quando o faço, as músicas, simultaneamente, ganham sentido e perdem todo o sentido.

sexta-feira, maio 02, 2008

Quem é que o Google pensa que é?!

Fico possessa quando, diante de uma palavra mal digitada, o Google me pergunta: “Será que quis dizer: sociedade lomográfica ?”. Vejam só a lata! O raio de um programa informático, a dizer que eu errei! E ainda por cima, a dizê-lo num tom superior, sugerindo logo uma correcção, do alto da sua arrogância! Invariavelmente, respondo-lhe: “Não, eu quis mesmo dizer ‘socidadae lomográfica’, tu é que és burro e não percebeste”. E só depois me ocorre que ele não me ouve…

segunda-feira, abril 21, 2008

Contigo...

... percebi que existe uma espécie de infecção nos “desastres”. De uma maneira mais ou menos obscura, estão relacionados uns com os outros. E, o que é mais importante, não acontecem a uma pessoa completamente por acaso. Foi uma falta de cuidado da minha parte ter ignorado o meu instinto da primeira vez. Foi uma coisa pouco inteligente ter permitido que regressasses à minha vida depois de tudo. E, se somos nós que pedimos dois, o terceiro é-nos oferecido de borla.

Sleeping with the past. I'm (finally) through with that.

quinta-feira, abril 17, 2008

Duas já estão.

Two more to go.




Lá para 2014, quando, eventualmente, voltar a ter uma vida fora desta redacção, prometo visitar os vossos estaminés... :(

sábado, abril 12, 2008

Desabafo

O inferno é um grande avião sem ar condicionado onde as poltronas foram substituídas por cadeiras de dentista e nas colunas só passa, em loop, a Vanessa da Mata e o Ben Harper em dueto.

segunda-feira, abril 07, 2008

Sex is overrated

O beijo. O teu beijo.
Tímido, carinhoso.
Ardente, provocante.
Delicado, terno.
Demorado, intenso.
Cúmplice, sereno.

Há muito, muito tempo que não passava uma noite assim, simplesmente perdida na boca de alguém*.

*Quando nada parece fazer sentido, o beijo é um encontro que não precisa de explicação.

sexta-feira, abril 04, 2008

sexta-feira, março 28, 2008

Raio dos miúdos!

Quer dizer, uma pessoa fica um dia sem ter oportunidade de ligar o computador, e vocês, pimba!, toca a clicar aqui no estaminé como se não houvesse amanhã e a ultrapassar as 250 mil visitas! Assim, sem aviso prévio, sem champanhe, sem pompons, sem serpentinas…! Ai, ai, ai! Bom… como eu gosto muito de vocês, desta vez perdoo-vos. Mas que não se repita!!


P.S.: Três anos e 250 mil visitas depois, eu continuo sem perceber o que é que vos faz voltar ao Sorrisos. Juro. Eu não sou nenhuma figura pública. A maioria de vocês não me conhece. O que eu escrevo não tem qualquer tipo de interesse. Aliás, sejamos francos, eu raramente escrevo coisa com coisa! Mas vocês voltam. E comentam. E tratam-me bem. E deixam-me beijinhos. E preocupam-se se percebem que não estou nos meus dias. E reclamam se estou muito tempo sem escrever. Enfim, agora que já estou quase com uma lagrimita no canto do olho, tenho que vos dizer que vocês são a-m-o-r-o-s-o-s e que, sinceramente, este blog é o que é - seja lá o que for - por vossa causa :)*

terça-feira, março 25, 2008

Isn't he lovely?

A amizade tem destas coisas. Molda-nos. A velha máxima “o que importa é a companhia” torna-se verdadeira, se a amizade também for verdadeira. E damos por nós a fazer coisas que nunca estiveram na nossa área de interesses, para fazermos companhia a um amigo, ou para não nos sentirmos completamente out numa parte importante da vida de alguém que é importante para nós. Com sorte, aquela coisa que nunca esteve na nossa área de interesses até que é interessante, e acabamos por abrir horizontes a um novo hobby ou actividade. Tudo isto para vos apresentar a minha mais recente descoberta: o Moto GP. Muito mais emocionante que uma corrida de Fórmula 1, este é um desporto com potencial para crescer rapidamente no meu top de preferências; logo eu, que nunca tive qualquer tipo de afinidade com as duas rodas. Isto até a Sónia entrar na minha vida. Começou por me ensinar as distinguir as marcas pelas cores (uma ou outra decidiu subverter a tradição, só para me baralhar, mas já acerto na maioria). Depois, “obrigou-me” a escolher um piloto preferido. Eu decidi fazer uma selecção criteriosa e objectiva e pedi-lhe: “manda-me as fotos”. O resultado, é o que se segue, o meu novo ídolo. E até parece que percebe alguma coisa daquilo, e já foi campeão do mundo e tudo. Além disso, para uma desmemoriada como eu, tem um número fácil de decorar... Senhoras e senhores, sem mais demoras, Nicky Hayden.







quarta-feira, março 19, 2008

A discussão de ontem...

... embalada ao som de um V6 com 313 cv:

Um mau beijo pode esconder uma boa queca?
Eu, duvi-dê-ó-dó.

P.S.: Carros e sexo??? Socorro, estou a transformar-me num gajo!

segunda-feira, março 17, 2008

Este blog...

... está um crescido.
Ontem, fez 3 anos. Tantos quantos os do Governo de José Sócrates. Escreveu-se por aqui muito disparate, mas tenho a certeza que não se fez tanta m****. Vai daí, um-zero, ganha o Sócrates.

quarta-feira, março 12, 2008

Fecho os olhos e...

… ainda te sei de cor.

Estou esgotada. Preciso tanto de te tirar do meu coração, da minha cabeça desordenada, da minha alma, do meu corpo. Preciso de silenciar as tuas palavras, de esquecer o teu silêncio. Quero apagar da minha memória o teu rosto, a tua voz, o teu cheiro. Quero libertar-me deste amor que não existe. Preciso de ti longe de mim. Noutra vida. Noutra dimensão. Noutra galáxia. Preciso de me atirar de cabeça deste trapézio instável em que transformaste os meus dias e fazer da nossa história um bloco de gelo que, lentamente, derrete ao sol. Mas fecho os olhos e... ainda te sei de cor.

terça-feira, março 04, 2008

Ao que nós chegámos... (eu cheguei...)

Eu, uma amiga e a minha sobrinha de quatro anos, jogávamos no chão da sala à "paciência". Sabem? Aquele jogo em que as cartas (do Noddy, claro) estão todas voltadas para baixo, e vamos virando duas a duas até encontrarmos o par? Esse.
Ora ganhava a Sónia (a minha amiga), ora a Carolina (a minha sobrinha). A uma dada altura, eu desabafei: "bolas, nunca ganho!". E diz a Sónia: "Também, TU a jogares a um jogo que exige memória, só pode ser piada". Assim que terminámos de virar as cartas todas na jogada seguinte, a Carolina levantou-se, pôs-me carinhosamente a mão no ombro e disse no tom de voz mais amoroso que possam imaginar: "Eu vou buscar as outras cartas das famílias, tia. Talvez seja mais fácil para ti". E foi... :)

segunda-feira, março 03, 2008

Constatando e andando (parte II)*

*ou "Das diferenças"
*ou "Da maturidade"
*ou, simplesmente, "Das férias"

Para eles, basicamente, f***r é f***r e o resto que se f**a. Para mim, ou bem que é memorável, ou prefiro um livro.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Segunda-feira (a passada)

(sim, eu sei que segunda-feira já foi há uma eternidade, mas o que querem, só agora tive tempo de vir aqui escrevinhar)

Levantei-me da cama e… splash. O cérebro, ainda em modo stand-by: “Splash? Tu não és deste anúncio!”. Mais um passo e… splash. E o cérebro, que teimava em não acordar: “Mas o que raio faz um splash no meu quarto a esta hora da madrugada?!”. Nova tentativa de alcançar o interruptor e… splash. E então, aquele processo que estabelece a ligação entre os neurónios (que tem um nome que agora não me lembro e não estou com tempo para google it) deu-se. Talvez porque à medida que me ia aproximando do interruptor e da porta o som do dilúvio que caía lá fora se foi tornando mais audível, ou talvez porque com os chinelos a ficar ensopados os pés começaram a sentir-se molhados. E o cérebro, finalmente alerta : “Splash?!!!”. Corri a acender a luz e… os tapetes boiavam! Saí do quarto, tipo zombie, para me deparar com igual “espectáculo” no corredor, na cozinha, na casa de banho, nas salas... O quintal estava, literalmente, transformado em piscina. Não sabia se havia de me sentar no chão a chorar ou se voltava para a cama e fingia que tinha sido um pesadelo… Estive três horas a varrer água para a rua, com aquela sensação de ter acordado dentro de um telejornal da TVI.

P.S.: Parece que é hoje que vou de férias (parece!, mas eu só acredito quando efectivamente me for embora). Só uma semana :( Levo a net a tiracolo, por isso, se tiver qualquer coisa de interessante para dizer - até parece que costumo dizer aqui coisas interessantes… - reformulo: por isso, se tiver qualquer coisa de parvo para dizer, ainda aqui venho. Se não… “vemo-nos” dia três! Beijos e abraços :)*

terça-feira, fevereiro 12, 2008

...

Ando cansada. Demasiado cansada. Já bem para lá dos limites do saudável. Não tenho tempo para mim. Para o reiki. Para a meditação. Para o ginásio. Para a casa. Nem para os outros. Para a família. Para os amigos. Para os livros. Para nada. Tinha planeado quinze dias de férias, afinal, será um milagre se conseguir ir uma semana. Não há maneira de me lembrar de tomar os benditos comprimidos. Podia ser que ajudassem. Parti uma unha.
Preciso de… sei lá do que preciso. Preciso de ti. Ou preciso de me conseguir desligar de ti. Não sei. Sinto-te a falta. De uma forma tão intensa que chega a doer fisicamente. Mas não me sinto menos sozinha quando estou contigo... Sustenho a respiração quando me tocas, mas se não estás aqui… sobra-me o ar. Sei lá do que preciso. Preciso de colo. Preciso que me acariciem os cabelos e me sussurrem que vai passar. Que vai ficar tudo bem. Ou, se calhar, preciso apenas de descanso.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Palavras

O Pedro passou-me o desafio, e, como é giro (o desafio, não o Pedro; quer dizer, o Pedro também, mas isso não interessa nada para o caso), vou aceitá-lo. É suposto escolher 12 palavras de que gosto. Há séculos (praí há dois anos, vá…), fiz aqui uma coisa parecida, onde nomeava algumas palavras antipáticas e outras que apetece usar a toda a hora. É a essa lista, das palavras que adoro, que vou “buscar” apenas 12. Ao contrário das palavras que o Pedro escolheu, lá na “casa” dele, as minhas não têm nada a ver com o significado. Gosto das palavras pela forma como soam ao ouvido, ou como a língua se enrola a dizê-las, ou pelas cócegas que fazem na garganta quando as articulamos. Aqui ficam:

Desmilinguido
Catita
Lilás
Delícia
Marmelada
Entrelaçar
Fósforo
Nesquick
Penduricalho
Borboleta
Nostalgia
Apaziguar

E as vossas? :)

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

A dúvida existencial*

* não ponho número, porque já lhes perdi a conta.

Ontem, passava no Chiado, ali naquela rua da cervejaria Trindade e do Teatro da Trindade (não sei porquê, mas começo a suspeitar que talvez se chame Rua da Trindade...) e deparei-me com uma placa que dizia "Academia dos Amadores de Música". E, desde então, a dúvida que não tem parado de me atormentar, e para cujo esclarecimento peço a vossa inestimável ajuda, é: será uma academia de pessoas que amam a música, ou de pessoas que não fazem da música a sua actividade profissional?

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Momento lúdico

Cada uma das imagens em baixo é a mistura dos rostos de dois actores. Como sou amiguinha, deixo-vos a lista dos 16 "participantes", sem nenhuma ordem: Patrick Dempsey, Clive Owen, Denzel Washington, Jake Gyllenhaal, Hugh Laurie, Jared Padalecki, Toby Maguire, Pierce Brosnan, Jensen Ackles, Daniel Craig, Brad Pitt, Collin Farrel, Ben Affleck, Jude Law, Alec Baldwin e George Clooney. Toca a descobrir os pares! Quem acertar mais, ganha um prémio a combinar :)

























sexta-feira, janeiro 25, 2008

Introspecção

Sou agressiva e tolerante. Racional e emocional. Autoritária e submissa. Consigo querer e não querer a mesma coisa, ao mesmo tempo, com a mesma intensidade. Gosto de tudo, mas há dias em que não me apetece absolutamente nada. A retórica exaspera-me. Os subterfúgios impacientam-me. As meias verdades são-me intoleráveis. Sou naturalmente cândida. E casualmente cínica. Insuportável, no fundo…

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Como diz que disse?

Em minha casa, uma amiga olhava em redor e perguntava por que é que não tinha plantas. Respondi que já tinha tentado, mas morriam todas.
“Distraída como tu és, provavelmente não as regas”, foi o comentário (eu mereço, eu mereço…).
“Nada disso, sou distraída mas não quando tenho seres vivos ao meu cuidado. Não vês que até comprei livros para saber tratar delas? Regava-as, aparava-as, dava-lhes suplementos vitamínicos, mudava-lhes a terra quando estava na altura… Não obstante, num ano matei cinco bonsai e três violetas”, defendi-me.
“Mas falas com elas?”
“Ãh?”
“Tens que falar com elas.”
“Com as plantas?!”
“Claro.”
Eu não sei quanto a vocês, mas a mim parece-me que, se começar a falar com as plantas, de seguida vou tentar convencer a televisão a mudar de canal com base em argumentos como a qualidade da programação. Nã… Moro demasiado perto do Júlio de Matos para arriscar.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Just sharing

Nos tempos que correm, sexo sem preservativo faz-me assim a mesma espécie que transportar crianças no carro sem cadeirinha. Pode até dar menos trabalho, mas o risco, definitivamente, não compensa.
Ainda que esteja (!) o próprio Johnny Depp na minha cama, se não o quiser usar, mando-o f****. Com outra que não eu, entenda-se.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Sport Billy

Eu já disse aqui que um dos meus sonhos era ter a malinha do Sport Billy: pequenina, levezinha e com todas as coisas importantes lá dentro. Mas, nessa impossibilidade, tenho malas grandes, pesadas, onde carrego o mundo e mais algumas coisitas. Toda a gente implica com o peso da minha mala, mas eu só tomei verdadeira consciência desse facto quando, no outro dia, a atirei para cima do banco do pendura, como de costume, e, quando arranquei, o carro “apitou” falta de cinto de segurança... no banco do passageiro!

terça-feira, janeiro 08, 2008

É um pássaro? É um avião? Não, é a Super-Rosa!

A pergunta era suficientemente inesperada para despertar a minha atenção: que super-poderes gostaria de ter? Pus-me a pensar. Voar, ter muita força, visão de raio x, trepar e saltar paredes a alta velocidade… tudo isso são ferramentas eficazes para combater o crime, mas não têm utilidade prática no dia-a-dia. E os criminosos actuais têm imunidade diplomática, por isso… Nã! Quero um super-poder mais útil, mais terra-a-terra. Já sei!!! Fazer com que os operadores de telemarketing percam a voz. Ou que os homens que falam comigo a olhar-me para as mamas fiquem com menos 5 cm de pila.
E vocês?

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Cine... quê?

- Pensei que as putas não beijavam na boca.
- Há sempre um cabrão que nos faz mudar de ideias.

São diálogos desta beleza e profundidade que fazem do cinema português esta coisa extraordinária em que ele se transformou desde os tempos do saudoso Vasco Santana.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Homens...

É mais um conhecido que um amigo. Tem a mania que é bom, e isso impede-o de passar a fronteira. De qualquer forma, na maioria das vezes diverte-me. Estava a contar-me mais uma das suas conquistas. Com aquele ar fanfarrão do fiz e aconteci e tal. Argumentei que não tinha sido uma aquisição assim tão extraordinária para a sua colecção de troféus. Porque, se com alguma generosidade até podemos dizer que a miúda é bonita, é também muito vulgar. Isto sem falar dos dotes intelectuais da dita. Respondeu-me: “Ah, mas havias de a ver na cama!”. Eu, que não tinha perguntado nada e não estava minimamente interessada nos pormenores de natureza sexual, fiz o meu ar de que bom para ti e concentrei-me na bebida à minha frente. “Também não serve para mais nada! Quando abre a boca, meu Deus!”, foi a frase que se seguiu. E eu, que nunca consegui entender esta tendência masculina do tudo o que vem à rede é peixe, desta vez fiz o meu ar do já te calavas e fui salva por uma amiga que chegou e mudou o rumo à conversa. No dia seguinte, exactamente no dia seguinte, vi-o passar, de mãos dadas com ela, todo sorrisos, como se fossem casar amanhã. E ainda teve a lata de voltar a cabeça para trás e piscar-me o olho. Homens! Muda o ano, e tal, mas continua a não haver um que se aproveite! :Þ

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Malta! :)

Que o novo ano chegue amiguinho e cheio de sucessos.
Entrem com os dois pés, não vá dar-se o caso de já terem bebido de mais e tropeçarem se tentarem fazê-lo só com o direito.
Se, de facto, beberem além do brinde, não conduzam. Os taxistas gostam de entrar o ano a ganhar dinheiro.
Despeçam-se de 2007 lembrando-se de tudo de bom que ele vos trouxe e abracem 2008 com a certeza de que têm poder para conseguir tudo o que anseiam.
Feliz ano novo!

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Problemas de sair do trabalho às quatro da manhã:

- O segurança está sempre “em ronda” e fico na rua, ao frio, à espera que me abra o portão (e insiste em dizer "JÁ vai sair, dona Rosa?" - acho que ele, que só entra à meia-noite, deve pensar que eu faço um turno qualquer de madrugada).
- As ruas desta bela localidade, que durante o dia não apresentam maiores problemas que os passeios minados de cocó de cão, ficam muito assustadoras.
- A viagem até casa é feita em “piloto automático” e chego sem ter consciência de nenhum pedaço do caminho.
- Chego a casa e tenho que estacionar em Freixo de Espada à Cinta. Aquilo é uma zona residencial e àquela hora as pessoas estão… sei lá… a residir.
- No dia "seguinte", chego ao trabalho e a minha cadeira ainda está quente :Þ
- Estou ainda mais taralhoca que o costume e só digo disparates (a sorte é que, apesar de não conseguir articular uma frase com cabeça, tronco e membros, deve haver um descodificador qualquer no teclado que, ao passar as mensagens do cérebro para o computador até faz com que tenham algum sentido – digo eu, vá…).
- Não me sobra tempo para bloguices :( e fico com saudades vossas.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Dos crescidos

Neste aniversário,
Subscrevi um Plano Poupança Reforma Investimento. Senti-me muito crescida.
Deitei-me às sete e meia da manhã, dormi duas horas e passei o dia seguinte com uma dor de cabeça insuportável. Senti-me muito crescida.


P.S.: Obrigada pelas coisas bonitas que disseram a meu respeito. Gosto tanto quando são assim, bem mandadinhos! ;)*

quarta-feira, dezembro 05, 2007

I'm getting old...

Este post está reservado para que vocês digam coisas bonitas a meu respeito.
Obrigada.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

:) :) :)

- O que é isto?
- Um biberão. A ver se me lembro de o levar à Paulinha.
- Mas tem um formato tão esquisito!
- É anatómico.
- Mas isso não é perigoso?

- Perigoso?
- Sim, radiações, e tal…
- A-na-tó-mi-co…
- Ah…!

(É por estas e por outras que o X é parte integrante da congregação “pessoas com cérebro não entram” e não pode ser vendido separadamente!)

P.S.: A Croácia pareceu-me um país com muito potencial!

segunda-feira, novembro 26, 2007

Amanhã e depois...

... vou andar por aqui.
É um país que nunca visitei e estou muito curiosa. Depois conto-vos... :)





(Split, Croácia)

sexta-feira, novembro 23, 2007

A pedido de várias famílias*

*e aproveitando que, a bem dizer, não tenho tempo para escrever nada de jeito...

This is me. Assim a modos que um bocado esborratada, e tal... :)



P.S.: Desculpem a ausência pelas vossas casas, mas o meu tempo continua com muito mais olhos que barriga...

terça-feira, novembro 20, 2007

Apresentando a nova colecção "Nunca gostei de homens bonitos"

É objectivamente feio. Mas tem qualquer coisa que faz com que eu tenha a certeza que seria incapaz de lhe dizer não a qualquer pedido que ele me sussurasse ao ouvido.

sexta-feira, novembro 16, 2007

#@*»£%#@«%#!

Quando eu morrer, o meu epitáfio vai dizer o seguinte:

“Aqui jaz Rosa, a mulher que mais contribuiu para o sucesso da indústria dos collants a nível mundial”


quarta-feira, novembro 14, 2007

Ups...

Não sei se já vos disse, ou se por acaso vocês já repararam, que eu sou um bocadinho distraída. Coisa pouca, quase que não se nota. E então, aqui há uns tempos, fui comprar um perfume novo. Entrei na perfumaria, cheirei vários, e optei pelo que gostei mais, claro. Suave, fresco, era exactamente o que me apetecia. Quase um mês depois, andava com uma amiga numa perfumaria, e queria mostrar-lhe o dito perfume, para ver se ela gostava. Fomos até à secção daquela marca, verificámos tudo mais do que uma vez, e nada, não estava lá. Continuámos por ali fora a cheirar perfumes e, de repente, lá estava ele (o perfume) todo contente a rir-se para mim. “Ah, afinal está aqui”, exclamei. E eis se não quando ela olha para mim, olha para o perfume, volta a olhar para mim (por esta altura eu já estava a ficar nervosa, porque ela tinha aquele olhar de quem tem um extra-terrestre à frente – não sei porquê, mas as pessoas usam muito esse olhar comigo). “O que foi?”, disse eu. (e o olhar continuava) “Rosa, esta é a secção de homem”…
E pronto, diz que sim, que estou a usar um perfume de homem. E depois, hein? Cheira bem…



segunda-feira, novembro 12, 2007

Descobri...

... através daquele cartaz de promoção da nova telenovela "Resistirei" que invadiu os outdoors e muppies da cidade (e que não consegui encontrar para pôr aqui) que o Paulo Rocha tem as mamas maiores que as minhas. E olhem que eu não saio propriamente ao pai. Bom, nem à mãe, porque a minha mãe, ela sim, sai ao pai. Não ao meu, entenda-se, ao dela... quer dizer, ao meu também, porque o meu pai também não tem mamas, mas não dá para a minha mãe sair ao meu pai, certo? Isto do "sai a" tem a ver com as ascendência, não é verdade? Seja nas mamas ou noutra coisa qualquer... OK, vou trabalhar...

quinta-feira, novembro 08, 2007

Isso é que era!

Pior que José Cid ao vivo no Campo Pequeno, só mesmo José Cid ao vivo no Campo Pequeno com Luís Represas e André Sardet. Não consigo imaginar melhor sítio para colocar uma bomba de afonia. PUM! E eles nunca mais cantavam...


quarta-feira, novembro 07, 2007

O tempo tem mais olhos que barriga*

Curiosamente, não sinto necessidade de controlar as horas, os minutos e os segundos do meu dia, uma vez que, cada vez mais, os que não são passados a trabalhar são passados a dormir. O que eu preciso é de definir claramente o rumo que quero dar à minha vida e à minha carreira. Acho que vou abandonar o relógio e passar a andar com uma bússola…
Quero parar de reclamar do dia só ter 24 horas. Quero ser senhora do meu tempo e não escrava dele. E tenho que agir… JÁ! (Nem sei por onde começar...)



*[Quem sabe, sabe, e a Susana Félix é que sabe]

quarta-feira, outubro 31, 2007

Do mundo, dos homens, do mundo de homens e da minha manifesta falta de pachorra para machismos

Há oito ou nove anos, já nem sei bem, numa apresentação de um todo-o-terreno, eu e o colega que seguia comigo capotámos. Era ele que ia a conduzir. Esta segunda-feira, numa outra apresentação de um outro todo-o-terreno da mesma marca, recordavam-se velhas histórias ao jantar e esta, claro, veio à baila. Percebi então que, passados todos estes anos, a maioria do pessoal continua convencida de que era eu que ia ao volante na altura do capotamento. Porquê? Porque eu era a única jornalista do sexo feminino presente na dita apresentação, claro.

Há pouco tempo, aqui na redacção, falava-se de designações de motores e eu lembrei-me de uma coisa que ainda não tinha comentado com os meus colegas: “É verdade, sabem uma coisa estranha? A Peugeot tem um motor VTI no 308”. “O quê? Não é possível. VTI é Honda”. “Pois, é por isso mesmo que eu estranhei. Pensei que isso fosse tudo registado”. “Não pode ser, Rosa, estás baralhada”. Já me estava a preparar para mandar um berro, quando entra na sala o colega aqui do jornal ao lado que tinha estado comigo na apresentação. E eu disse-lhe: “X., na apresentação, não anunciaram um motor VTI para o 308?”. “Pois foi. Estranho, não é?”, diz ele. E de repente, o resto da redacção reúne-se à volta dele: “A sério?”, “Que esquisito”, “Como é que é possível”, e ali ficaram, alegremente a debater o assunto, já sem a mínima ponta de incredulidade na voz. Refira-se que eu tenho o dobro de anos disto que esse colega. Mas, claro, não tenho uma pila.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Já sei que me vão cair todos em cima...

... mas eu tenho que dizer isto:

Sabem aquela música que a Whitney Houston tenta cantar no filme O Guarda-Costas? "And AAAAAAAAAAAAAAAAAAiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii will always love youuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu"? Às vezes penso nela quando ouço a Mariza…

P.S. Eu gosto de ouvir a senhora cantar, juro. Mas será que não podia... ãh... digamos... hmm... gritar menos?...

quarta-feira, outubro 24, 2007

Da (falta de) memória

O médico deu-me uns comprimidos para a memória… que eu, evidentemente, me esqueço de tomar. Então ele sugeriu, meio a brincar, meio a sério, que eu escrevesse “comprimido” no pulso. Assim, era fácil de me lembrar, pois ao teclar no computador o pulso acaba sempre por entrar no meu ângulo de visão. Ultrapassada a fase em que me esquecia de escrever “comprimido” no pulso, a coisa até que começou a resultar. De tal forma que decidi adoptar a técnica para outros lembretes. Portanto, graças ao meu pulso, sei que a Teresa faz anos. E só há uma questão que se me coloca: quem é a Teresa?... :Þ




[Depois de Marlin deixar Dory, o Nemo, recém-libertado do aquário, cruza-se com ela:
Dory: I'm Dory.
Nemo: I'm Nemo.
Dory: Nemo?!!!!!!!! (longa pausa) That's a nice name.]


segunda-feira, outubro 22, 2007

quarta-feira, outubro 10, 2007

Uau!

Pois diz que sim, que o Sorrisos já recebeu 200.000 visitas.


Obrigada por estarem desse lado :)*

terça-feira, outubro 09, 2007

Este...

... foi o meu carro nos últimos cinco dias.



Nunca me senti tão observada na minha vida (e olhem que já fiz muita m**** em público).

quinta-feira, setembro 27, 2007

Não podia deixar passar em branco

É ele que me salva sempre, que responde sempre a todas as minhas perguntas.
Feliz Aniversário Google!




segunda-feira, setembro 24, 2007

Eu desconfio de pessoas que...

… bebem Fanta Uva.
… estacionam e fazem marcha-atrás com o pescoço revirado em direcção à traseira do carro, uma mão no volante e outra a abraçar o encosto de cabeça do banco.
… se levantam da cadeira do cinema mal o filme termina.
… respondem a todas as perguntas de múltipla escolha com um “tanto me faz”.
… vão ao Colombo sem ser obrigadas.
… dizem que sushi é a sua comida preferida.
… não tendo qualquer ligação ao Norte, são adeptas do FCP.
… atendem o telefone com um “tou-tou”.

sexta-feira, setembro 21, 2007

TPM

Diz que a sigla significa Tensão Pré-Menstrual. No meu dicionário, no entanto, representa claramente Telha Pré-Menstrual. E há homens que pensam que designa Treta Pré-Menstrual, assim a modos que uma mentira, uma coisa que as mulheres inventaram, sabe-se lá porquê. Mas pensem lá um bocadinho comigo: a TPM leva-nos a tomar atitudes tão insensatas, a protagonizar cenas tão despropositadas, que, convenhamos, nenhuma mulher atentaria dessa forma, voluntariamente, contra a sua dignidade. Por isso, não tenham dúvidas, a TPM é real. Agora, claro, já não posso garantir que, ao abrigo desta “autorização hormonal” que nos assegura a ausência de represálias e de culpa, não aproveitemos para exorcizar fantasmas e descarregar alguma agressividade reprimida… ;)

sexta-feira, setembro 14, 2007

Sobrenatural

Queria um Jensen Ackles para a viagem, por favor.
Sem pistola. Ah, e não precisa embrulhar, é para comer no caminho.




terça-feira, setembro 11, 2007

Esquisito...

Ontem (ou hoje, ou lá o que é isto), saí do trabalho passava das duas da manhã. E, no entanto, o segurança disse-me: "Já vai sair dona Rosa?". [Mas depois não me avisou que a minha filha tinha chegado do Brasil. Eu sempre que ouço "dona Rosa" fico à espera que me avisem que a minha filha chegou do Brasil...]

P.S.: Só para calar as más línguas, assegurando que não há qualquer relação entre o meu "desaparecimento" e o post anterior!! ;) [Antes fosse!]

quarta-feira, setembro 05, 2007

...

A tua presença entorpece-me. O teu cheiro enlouquece-me. Tremem-me as pernas. Falta-me o ar. O teu toque acalma-me e agita-me, simultaneamente. Os teus lábios, que devoro, consomem-me. Uma sintonia perfeita. A roupa que sai, a pele que se queima. O corpo, a mente, a alma. O belo, o pecado, o sagrado. A tua boca cala-se, a minha seca. Os teus olhos brilham, os meus fecham-se. O teu coração acelera, o meu… acho que pára.

quarta-feira, agosto 29, 2007

segunda-feira, agosto 27, 2007

F1

Qual Ferrari, qual McLaren, qual quê! Eu, como é óbvio, torço pela Honda ;)


(Jenson Button)

terça-feira, agosto 14, 2007

Onde estava a UNICEF?!

Passando por uma paragem de autocarro em frente ao Estádio de Alvalade, vejo um pai a ensinar uma pobre criança a cantar o hino do Sporting. É, e depois admiram-se que as crianças cresçam e se tornem políticos, advogados, ou coisa pior...

P.S. do dia 15: este estaminé encontra-se encerrado até dia 23, para mais um episódio da longa-metragem "Férias às pinguinhas", starring esta que vos escreve. Até lá, beijos e abraços :)*

terça-feira, agosto 07, 2007

A sobrinha mais linda do mundo

[Depois de eu ter acabado de lhe ler um livro]
Ela: Agora conta-me uma história com boca.
Eu: Uma história o quê?!
Ela: Uma história assim só com boca, sem livro...
[frase acompanhada de um daqueles olhares "estes adultos não percebem nada"]

segunda-feira, agosto 06, 2007

Stick with you

Sábado à noite telefonei à minha amiga X.
Eu - Olá, vim passar o fim-de-semana e trouxe a Y comigo. Como a Z também está cá, estamos a combinar encontrarmo-nos em Óbidos para beber um copo. O que me dizes?
Ela - [entusiasmada] Ah, porreiro! Deixa-me só ver com o W [o marido], que ele levantou-se muito cedo e tem andado o dia todo cheio de sono. Já te ligo a seguir ao jantar.
[A seguir ao jantar]
Ela – Olha, afinal não vamos. O W está muito cansado e já não lhe apetece sair.
Eu – (o que respondi) Tudo bem, fica para a próxima.
Eu – (o que me apetecia ter respondido) E então, são siameses?!

Eh pá, eu não consigo perceber isto. Esforço-me, eu juro que me esforço, mas não consigo. A mim parece-me que quando se fala em união não se pretende ser tão literal: os casais não precisam de estar unidos com Super-cola 3 para serem felizes. Muito pelo contrário, diria eu. Mas a verdade é que eu não percebo nada disto, como se prova pela minha incapacidade para manter uma relação por mais de um mês ou dois. Vai daí, é capaz de ser verdade. Se calhar os casais têm que ser assim, siameses. Talvez para não se perderem um do outro...
A ser assim, resta-me uma certeza: passarei o resto da vida a, como diz a minha mãe, trocar de namorado como quem troca de camisa. Porque recuso-me a seguir esta receita. Prezo demasiado a minha individualidade para abdicar dela, e jamais conseguiria respeitar alguém que abdicasse da sua em nome dessa suposta união que até cola cientistas ao tecto.

quarta-feira, agosto 01, 2007

terça-feira, julho 31, 2007

Da falta de chá

Ele insistia num jantar há uns tempos, eu já tinha esgotado as desculpas (nada contra o dito, apenas falta de vontade de socializar) e acabei por ir. Restaurante simpático, bom peixe, bom vinho, companhia agradável, seguimos para uma esplanada (que o calor da noite assim o obrigava) para continuar a conversa. O tema tinha pano para mangas e ainda não estava esgotado quando o carro parou à porta de minha casa. Perguntou, com um sorriso, se não o convidava para entrar. (Como assim, cara pálida?!) Respondi, também com um sorriso, “in your wildest dreams”, e saí do carro. E então, em vez de também sair para se despedir de mim, atirou, pelo vidro, a seguinte pérola: “para a próxima, se não quiseres brincar, não saias para o recreio”. E arrancou. Pelamordedeus! Eu não digo que os homens não prestam? Vá ser mal-educado assim para p****-***-*-*****!

segunda-feira, julho 30, 2007

Da solidão

No sábado fiquei doente. Uma insolação, talvez, não cheguei a perceber. Zonza, cheia de dores no corpo, enjoada, com 39,5 de febre. Mas como eu sou do género forte e durona, os meus amigos nunca me levam a sério quando digo que me sinto super mal. Conclusão: como a mãe, que nem precisa que eu lhe diga nada, basta olhar para mim para perceber, está longe, é nestes dias que me sinto estupidamente só…

terça-feira, julho 24, 2007

Às cegas

Ontem saí com o irmão de uma amiga. Se a memória não me falha (que isto da velhice não perdoa), foi o meu primeiro blind-date (e olhem que eu já ando nisto dos dates há uns tempos). O conceito nunca me atraiu, mas ela insistiu tanto que nós éramos perfeitos um para o outro, que acabei por ceder (não queria que a teimosia me fizesse perder o homem perfeito, apesar de ser do domínio público que o homem perfeito é gay). Adiante. A primeira impressão foi boa: era bastante atraente. A segunda foi má: tinha consciência disso. Vaidoso, demasiado vaidoso! Aguentei o “eu sou muito bom” estoicamente até quase à meia-noite, e depois pedi-lhe que me deixasse em casa, com a desculpa de que tinha que acordar muito cedo. Ele fez beicinho, disse que era cedo, que a conversa (o monólogo, ele queria dizer o monólogo) estava tão agradável, e tal, mas no fundo o que o perturbava é como é que alguém podia preferir ir para casa do que ficar na sua fantástica companhia.
Hoje, quando a minha amiga me ligou para saber se já tínhamos marcado a data do casamento, disse-lhe, o mais delicadamente que consegui, que ele não era nada como eu esperava e que, embora ele o tivesse sugerido no final da noite, não estava interessada num segundo encontro. Consequentemente, lamentava, mas não ia ser eu a mãe dos sobrinhos dela.

E então veio a pergunta que me deixou sem fala:
- “Se ele não foi nada do que tu esperavas, porque é que aceitaste sair com ele?”
– “Ãhh… bem… talvez… porque a minha bola de cristal estava avariada?...” (pensei, não disse, uma vez que, se bem se lembram, tinha ficado sem fala)
Ele há com cada uma! :)

segunda-feira, julho 23, 2007

Conflito de gerações

A minha mãe cortava cenouras às rodelas numa ponta da mesa. A minha prima, de seis anos, almoçava na outra ponta. Eu estava sentada ao lado dela. De repente, entre uma garfada de batata e um pedaço de lula:
- Ó Rosa, o que é sexo?
(A minha mãe continuou a cortar as cenouras, mas vigiava-me pelo canto do olho)
- Ãh… sexo é quando duas pessoas se sentem muito atraídas uma pela … (a faca ficou suspensa no ar) … quer dizer, quando gostam muito uma da outra (recomeçou a sua tarefa de cortar cenouras), e querem ficar muito juntinhas, e…
- Ah, é para ter bebés?
- Não! (saiu-me com mais veemência do que eu estava à espera) Bem, pode ser, mas… (e lá estava a faca outra vez a pairar no ar) … sim, é para ter bebés (achei que a omissão não era assim tão grave, e afinal as cenouras eram precisas dentro da panela)
- E como é que se faz?
- (respirei fundo) A tua mãe nunca te contou como é que os bebés vão parar dentro da barriga das mães?
(perguntei, esperançosa)
- Não.
- (mais uma inspiração profunda) Então, os homens e as mulheres são diferentes, sabes… uns têm… (de repente, como por magia, “nasce” um pudim em cima da mesa, saltando das apressadas mãos da minha mãe)
- Boa, pudim!!! Quero com pouco molho, está bem, Rosa? – Ó, tia, como é que se faz pudim?...

Uff!...

sexta-feira, julho 13, 2007

E de maneiras que é isto...

... vou de férias.
Não dá para ser mais do que uma semana, mas talvez chegue para descansar o cérebro e não voltar a vestir-me para ir trabalhar à uma da manhã, e tal... No dia 23 já cá estou outra vez [coisa mailinda, rima e tudo!].
Até lá, beijos e abraços :)*

P.S.: As previsões meteorológicas não se confirmaram. Em Paris chovia quando cheguei, na terça, e quando me vim embora, na quinta. Já na zona dos Pirinéus, para onde fui em seguida, estava um bocado a modos que muito frio. De qualquer forma, foi divertido. Visitei o Santuário de Lourdes, que não conhecia, e até tive tempo para umas comprinhas em Tarbes: dois vestidos lindos :) De resto, o GPS enlouqueceu e fez-me andar perdida nas montanhas, à beira de precipícios, literalmente num caminho de cabras, com um carro de quase dois metros de largura. Enfim, tudo está bem quando acaba bem... ;)

segunda-feira, julho 09, 2007

Mais um para a colecção "internem-me"

O gato da minha irmã continua a viver comigo. Por isso, à noite, quando chego a casa, tomo um duche e visto assim uma espécie de fato-de-treino, uma cena com calças e manga comprida, para evitar ter que tomar outro duche antes de ir para a cama para me ver livre dos pêlos e para que ele não me arranhe as pernas, uma vez que está sempre deitado no meu colo. Depois, quando vou para a cama, dispo aquela farda cheia de pêlos e visto o pijama de calções e alças, e tal. Ora pois ontem, levantei-me do sofá por volta da uma da manhã, lavei os dentes, fui para o quarto, despi o fato-de-treino e… vesti umas calças de ganga, um soutien, uma camisola, e foi só quando já estava a apertar as sandálias que me apercebi que não era suposto ir para o trabalho, mas sim para a cama! Nem sabia se havia de rir ou de chorar… [e ainda não sei!]

P.S.: Diz que em Paris continua a chover. Mas que quarta-feira já pára e que quinta até vai ficar um calor do caraças. Eu vou verificar tudo isso in loco, para que não restem dúvidas. Ah, e claro, na mala só levo sandálias! Até sexta. :)*

terça-feira, julho 03, 2007

Das belas e dos monstros

No supermercado, já noite avançada, eu com umas olheiras até ao umbigo depois de um dia de cão no trabalho, chinelas nos pés, bermudas, t-shirt, cabelo com ar de quem tinha acabado de passar perto do reactor de um avião… Entro num corredor e dou de caras com um ex, situação que não teria qualquer problema não fosse dar-se o caso de ele ter pendurada ao pescoço uma loura saída directamente da capa de uma revista: olho azul, cabelo impecavelmente esticado, salto alto, saia travada, decote que pouco deixava à imaginação.
Tudo bem, fui eu que terminei a nossa relação, e não, não me arrependi, mas vocês sabem como é, gaja que é gaja tem que estar no seu melhor quando conhece a nova namorada de um ex-namorado. Não me perguntem porquê, são as regras!
Ainda me passou pela cabeça fingir que não o tinha visto e sair rapidamente dali para fora. Mas não, como mulher moderna, independente, segura de si, blá, blá, blá Whiskas saquetas, lá fui ao encontro deles. Ele estava genuinamente feliz por me ver, já ela deitou-me aquele olhar triunfante do “Pfff! Era com ‘isto’ que ele andava antes?!”.
Preparava-me para ir embora cabisbaixa quando, porque Deus existe e é mulher, uma senhora não consegue travar o carrinho do supermercado a tempo e embate com ele nos lindos tornozelos da minha interlocutora. E aí a bela virou monstro. Desceu do salto, pôs a mão na anca e despejou uma enxurrada de asneiras e insultos sobre a pobre senhora. Ele olhava para mim envergonhadíssimo e eu aproveitei a deixa para me ir embora apenas com um encolher de ombros e um aceno de mão, mas, claro, já com uma postura ‘eu sou mais eu’ e um sorriso nos lábios.

quinta-feira, junho 28, 2007

Update telegráfico

Estava frio em Paris. E chuva. Eu só levei sandálias.
Muitos voos, poucos dias. Uma canseira.

segunda-feira, junho 25, 2007

Somos todos escorpiões?

A parábola:

O escorpião queria atravessar o rio e pediu ao sapo que o levasse.
- Eu, não, que tu mordes-me e matas-me.
O escorpião discordou:
- É claro que não! Pensa bem, se tu morreres, afogamo-nos os dois.
O sapo acreditou. Fazia sentido. Então pôs o escorpião às costas e começou a atravessar o rio. Ainda ia a meio quando sentiu a ferroada e, enquanto os dois se afogavam, perguntou:
- Mas escorpião, por que fizeste isso, mesmo sabendo que também ias morrer?
- É a minha natureza. - respondeu o escorpião, antes de descer para as profundezas.

O que é que vocês acham? Existe a natureza de cada um, contra a qual não se pode lutar, um padrão que repetimos a vida inteira, mesmo sabendo que não é certo ou que não vai nos ajudar em nada? Ou uma das coisas boas do ser humano é poder quebrar esse padrão?

P.S.: Deixo-vos a reflectir sobre o assunto enquanto vou ali a Paris num instantinho. Cá estarei na quinta-feira para conferir as opiniões. Até lá, já sabem: beijos e abraços!

P.P.S.: Já estou melhor. Obrigada a todos os que se deram ao trabalho de perguntar :)*

segunda-feira, junho 18, 2007

Trabalho a quanto obrigas (ou: Não me apetecia nada andar de avião)

Cansada de vomitar neste nosso cantinho à beira mal plantado, vou até ali poluir a Alemanha e já volto. Se calhar aproveito e compro umas sandálias. Ou meia dúzia... ;)
"Vemo-nos" sexta-feira.

Beijos e abraços.

quinta-feira, junho 14, 2007

Da velhice

Primeiro, fiz um passeio todo-o-terreno onde os meus braços entraram em contacto com uma planta qualquer que me provocou foto-sensibilidade. Quando me começaram a aparecer umas manchas estranhas, achei que tinha sido picada por algum bicho e, como as mangas me incomodavam, andei uma semana inteira de manga curta, ao sol... Ao fim dessa semana, como a coisa tinha cada vez pior aspecto, um amigo marcou-me consulta no dermatologista e obrigou-me a ir lá. O diagnóstico tem um nome estranho, mas a conclusão era: sol, nem pensar… Tarde piaram, claro, e agora tenho umas manchas horrorosas, tipo queimaduras solares, que não deverão desaparecer por si. Já tenho consulta marcada para Setembro, para umas sessões de laser que é suposto provocarem a despigmentação, ou pigmentação, ou lá o que é aquilo, enfim, que é suposto fazer com que o meu braço fique outra vez homogeneamente branco, lindo e maravilhoso, sem manchas castanhas.
Depois, no último domingo, passei a noite a vomitar. Na segunda tive que vir trabalhar e passei o dia enjoada, mal disposta e cheia de dores no corpo, mas sem vomitar. À noite, voltei a acordar para vomitar algumas vezes. Terça-feira, a mesma coisa: o dia enjoada, mas com a comida dentro do estômago, de madrugada, tudo para fora! Achei que tinha qualquer coisa a ver com os comprimidos de cortisona que tive que tomar por causa lá da outra cena do braço e fui aguentando. Ontem passei bem o dia, mas, à noite, a mesma coisa. Hoje era suposto ter apanhado um voo às 7:30, mas, às cinco da manhã, quando o despertador tocou, levantei-me para… vomitar, pois claro! Ainda tentei beber chá, e tal, mas não resultou. Naquele estado, a última coisa que me apetecia era meter num avião, por isso, não fui. E então, só porque a coisa começou a afectar o meu trabalho, resolvi ir ao médico. E eis senão quando o diagnóstico me espanta: excesso de trabalho. Diz a médica que, quando não paramos voluntariamente, o nosso corpo arranja maneira de nos parar. E que não posso esperar trabalhar entre 12 a 16 horas por dia, comer pouco e mal, e escapar impune. Ainda me mandou fazer uns exames, por descargo de consciência, mas diz que não tem dúvidas: só vomito à noite porque é quando o meu corpo descarrega o stress.
Para terminar, o gato (o Huskie, não sei se se lembram dele… o gato da minha irmã, que está outra vez de “férias” comigo por tempo indeterminado) ontem teve outro dos seus ataques enquanto dormia ao meu colo e, no meio de um pesadelo, ou coisa que o valha, deu-me uma dentada no braço com toda a força dos dentes dele. Tenho um hematoma roxo, horroroso, capaz de fazer pensar que sou vítima de violência doméstica (e neste caso até fui…).
Conclusão: ando há 15 dias a arrastar-me pelos cantos, cheia de comprimidos, e pomadas, e ligaduras, e tudo e tudo. E só consigo pensar: quando era nova, nada disto me acontecia…

quarta-feira, junho 06, 2007

Dos relacionamentos

O meu afilhado fez dez anos. E, no campo das relações, já bate a madrinha aos pontos: a namorada que esteve na festinha era a mesma do ano passado.

sexta-feira, junho 01, 2007

Uff!

Se a minha vida se tornar um bocadinho mais agitada, vou ter que contratar um duplo.

quarta-feira, maio 23, 2007

Tentação

Há alturas em que durmo e acordo com um pensamento fixo: chutar tudo para o alto. Deixar de fazer tudo certinho, ignorar as datas, os prazos, a agenda.
Há alturas em que me canso de ser eficiente, correcta, ética, responsável.
Mas este querer largar tudo, longe de ser libertador, é angustiante. Porque eu sei que não vou chutar nada para o alto. E sei que, se chutasse, também não seria feliz.

quarta-feira, maio 16, 2007

Coisas estranhas dos últimos tempos

- Descobri que gosto do (já não tão) novo (quanto isso) programa do Herman José.
- Na apresentação de um automóvel, ofereceram-me um teste de gravidez.
- Cheia de trabalho, saí a correr para comer qualquer coisa. Pedi um café, bebi, paguei, e só quando regressei à redacção é que me ocorreu que não tinha comido.
- Vi um pavão a passear no meio da estrada, no Campo Grande.
- Ontem saí do trabalho às 19:30. Nem sabia o que havia de fazer a tanto tempo livre...


P.S.: Não consigo visitar-vos... :/

quarta-feira, maio 09, 2007

Oito ou oitenta

Ontem precisava assim de um sapatinho-mais-ou-menos. Estão a ver o género? Um que me desse para vir trabalhar mas também me permitisse seguir directa para um jantar de trabalho no Casino do Estoril. Revirei o armário do avesso e cheguei à conclusão que os meus (muitos) sapatos se resumem a duas categorias: ténis ou salto agulha de oito centímetros.

P.S.: Um pequeno update do "Miss Match": já recebi seis candidaturas, mas todas masculinas! Como é, meninas?? Assim torna-se difícil arranjar casais... :Þ

sexta-feira, maio 04, 2007

Miss Match

A Sara e o Miguel comemoraram esta semana três anos de casados. Fui eu que os apresentei. A Teresa e o Jaime também apareceram para lhes dar os parabéns. Estão juntos há quase um ano, e a “responsabilidade” é minha: na noite em que conheci o Jaime vi logo que ele era a cara da Teresa e não descansei enquanto não arranjei maneira de eles se conhecerem. E enquanto observava os casalinhos à volta da mesa, apercebi-me de que só sou péssima no que toca a escolher pares para mim. Com os outros, até que o meu instinto funciona. Por isso, decidi seguir o exemplo da Alicia Silverstone e virar casamenteira. Vai daí, queridíssimos leitores que estão à procura de um companheiro ou de uma companheira, façam o favor de me enviar uma candidatura para o e-mail que está por aí algures no perfil. Digam-me o que procuram e o que estão dispostos a oferecer, que eu trato de vos arranjar the perfect match. Vamos, estão à espera de quê? ;)

terça-feira, abril 24, 2007

Tempo de pausa

Não sei explicar esta força poderosa que me liga a ti… que, apesar de tudo, me continua a ligar a ti. Vai haver quem defenda que é amor. Talvez seja. Não vou descartar nenhuma hipótese e o amor é com certeza capaz de assumir diversas formas. Talvez mesmo esta, distorcida e pouco saudável. Não sei se é amor, mas se for, convenhamos, este amor sucks…
Um ano e meio. Não é uma vida, mas é muito tempo para se viver uma mentira. Fiz o que tinha que ser feito. Só que doeu muito mais do que eu estava à espera. Ganhaste. Afinal, as meninas más também choram.

segunda-feira, abril 16, 2007

Na corda bamba

O que eu queria mesmo saber é como, nesta fase da minha vida em que não tenho tempo para comer, nem para telefonar à família, nem para ver os amigos, consigo arranjar maneira de me chatear contigo! Eu não tenho dúvidas de que nós gostamos um do outro, parece-me é que raramente conseguimos gostar um do outro em simultâneo... É verdade que quanto mais sangrentas são as nossas batalhas, mais apaixonadas são as nossas reconciliações, mas, se é só na raiva que nos conseguimos sincronizar, isso deve querer dizer que algo está errado, não?

quarta-feira, abril 11, 2007

Importam-se de repetir?

Sem tempo para nada*, mas ainda assim demasiado indignada para deixar passar em branco:

«é irrelevante que o facto divulgado seja ou não verídico (...), desde que, dada a sua estrutura e circunstancialismo envolvente, seja susceptível de afectar o seu crédito ou a reputação do visado»

Como é que é?! O direito ao bom nome é superior ao direito à informação?!
Quando for grande, quero ser juíz do Supremo Tribunal.

*A trabalhar 16 horas por dia. A alimentar-me, basicamente, de café. Tenho esperança de um dia destes sair da redacção com luz do dia. E de conseguir dar uma voltinha pela internet e espreitar os vossos blogues.

terça-feira, abril 03, 2007

Vida de jornalista

Não imaginam as dificuldades que tive em fazer esta entrevista. Eu esforcei-me, mas era impossível concentrar-me... Uns olhos assim tão bonitos deviam ser ilegais!

sexta-feira, março 30, 2007

Diagnóstico por quantidade

O carro mais lindo do mundo, quiçá da própria Europa, tem um rolamento gripado. Ainda não foi ao mecânico, mas como cada amigo que entra lá dentro me diz: "Humm... este ruído... olha que tens um rolamento gripado", eu rendi-me às evidências e aceitei o diagnóstico. Só ainda não decidi se lhe dou um Ilvico ou um Antigripine...

quarta-feira, março 28, 2007

Dizem...

... que o primeiro amor nunca se esquece. É por isso que, por mais anos que passem, tu terás sempre um lugar especial no meu coração.
Um beijo carinhoso, neste que será sempre o “nosso” dia :)*

sexta-feira, março 23, 2007

Por que não consigo resistir-lhe

Pelo sentido de humor:
Ele: (entusiasmado) ‘Bora passar um fim-de-semana ao Funchal!
Eu: (espantada) Juntos?
Ele: (pensativo) Bem, suponho que podíamos ir separados, mas não seria tão divertido…

Pela modéstia:
Ele: (solícito) O que é que sua excelência quer jantar?
Eu: (cansada) Humm… Ovos mexidos.
Ele: (de nariz empinado) Tens noção que isso é o mesmo que pedires ao Picasso para te pintar a casa de banho?

terça-feira, março 20, 2007

O desafio...

... é simples: descrever um acontecimento da nossa vida que nos defina. Daquelas situações em que olhamos para trás e dizemos: "isto sou eu". Ou, visto por outro prisma, daquelas situações em que os amigos nos dizem: "só tu!". Digam de vossa justiça aí nos comentários! ;) Aqui vai uma situação que, de facto, é a minha cara...:

Conduzo há 14 anos, e, em muitos milhares de quilómetros ao volante, só uma única vez atropelei* uma pessoa: um polícia, numa passadeira.... Et voilá, isto sou eu! :D

*Sem gravidade, claro, ou não me sentiria à vontade para falar disto aqui.

sexta-feira, março 16, 2007

sorrisos-aos-molhos.blogspot.com

A sorrir desde 16 de Março de 2005.

Pronto, vá, de vez em quando também houve lugar a uma lagrimita ou outra ;)
Mas, como escrevi há dois anos, no primeiro post: "O nome do blogue é só porque sim. Porque o sorriso é o caminho mais curto entre uma alma e outra. Porque o riso é a linguagem dos Deuses. E eu gosto de sorrir sempre, mesmo quando estou a chorar."

A vocês, obrigada pela companhia :)*



terça-feira, março 13, 2007

Auto-análise

Nunca fui boa em relacionamentos. As minhas experiências não são bons exemplos. Até há um tempo atrás achei que o meu karma era ser amante. Por mais solteiros interessantes (e interessados) que houvesse à minha volta, só me envolvia com tipos comprometidos. Cheguei a ponderar fazer uma regressão para apurar a origem do problema. Até que numa dada altura, percebi, sozinha, que aquilo não tinha nada de kármico. Ser amante dá menos trabalho, essa é que é essa. Karma? Que nada! Preguiça.

quarta-feira, março 07, 2007

Dos desencontros

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.


[Quadrilha, Carlos Drummond de Andrade]