sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Segunda-feira (a passada)

(sim, eu sei que segunda-feira já foi há uma eternidade, mas o que querem, só agora tive tempo de vir aqui escrevinhar)

Levantei-me da cama e… splash. O cérebro, ainda em modo stand-by: “Splash? Tu não és deste anúncio!”. Mais um passo e… splash. E o cérebro, que teimava em não acordar: “Mas o que raio faz um splash no meu quarto a esta hora da madrugada?!”. Nova tentativa de alcançar o interruptor e… splash. E então, aquele processo que estabelece a ligação entre os neurónios (que tem um nome que agora não me lembro e não estou com tempo para google it) deu-se. Talvez porque à medida que me ia aproximando do interruptor e da porta o som do dilúvio que caía lá fora se foi tornando mais audível, ou talvez porque com os chinelos a ficar ensopados os pés começaram a sentir-se molhados. E o cérebro, finalmente alerta : “Splash?!!!”. Corri a acender a luz e… os tapetes boiavam! Saí do quarto, tipo zombie, para me deparar com igual “espectáculo” no corredor, na cozinha, na casa de banho, nas salas... O quintal estava, literalmente, transformado em piscina. Não sabia se havia de me sentar no chão a chorar ou se voltava para a cama e fingia que tinha sido um pesadelo… Estive três horas a varrer água para a rua, com aquela sensação de ter acordado dentro de um telejornal da TVI.

P.S.: Parece que é hoje que vou de férias (parece!, mas eu só acredito quando efectivamente me for embora). Só uma semana :( Levo a net a tiracolo, por isso, se tiver qualquer coisa de interessante para dizer - até parece que costumo dizer aqui coisas interessantes… - reformulo: por isso, se tiver qualquer coisa de parvo para dizer, ainda aqui venho. Se não… “vemo-nos” dia três! Beijos e abraços :)*

terça-feira, fevereiro 12, 2008

...

Ando cansada. Demasiado cansada. Já bem para lá dos limites do saudável. Não tenho tempo para mim. Para o reiki. Para a meditação. Para o ginásio. Para a casa. Nem para os outros. Para a família. Para os amigos. Para os livros. Para nada. Tinha planeado quinze dias de férias, afinal, será um milagre se conseguir ir uma semana. Não há maneira de me lembrar de tomar os benditos comprimidos. Podia ser que ajudassem. Parti uma unha.
Preciso de… sei lá do que preciso. Preciso de ti. Ou preciso de me conseguir desligar de ti. Não sei. Sinto-te a falta. De uma forma tão intensa que chega a doer fisicamente. Mas não me sinto menos sozinha quando estou contigo... Sustenho a respiração quando me tocas, mas se não estás aqui… sobra-me o ar. Sei lá do que preciso. Preciso de colo. Preciso que me acariciem os cabelos e me sussurrem que vai passar. Que vai ficar tudo bem. Ou, se calhar, preciso apenas de descanso.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Palavras

O Pedro passou-me o desafio, e, como é giro (o desafio, não o Pedro; quer dizer, o Pedro também, mas isso não interessa nada para o caso), vou aceitá-lo. É suposto escolher 12 palavras de que gosto. Há séculos (praí há dois anos, vá…), fiz aqui uma coisa parecida, onde nomeava algumas palavras antipáticas e outras que apetece usar a toda a hora. É a essa lista, das palavras que adoro, que vou “buscar” apenas 12. Ao contrário das palavras que o Pedro escolheu, lá na “casa” dele, as minhas não têm nada a ver com o significado. Gosto das palavras pela forma como soam ao ouvido, ou como a língua se enrola a dizê-las, ou pelas cócegas que fazem na garganta quando as articulamos. Aqui ficam:

Desmilinguido
Catita
Lilás
Delícia
Marmelada
Entrelaçar
Fósforo
Nesquick
Penduricalho
Borboleta
Nostalgia
Apaziguar

E as vossas? :)

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

A dúvida existencial*

* não ponho número, porque já lhes perdi a conta.

Ontem, passava no Chiado, ali naquela rua da cervejaria Trindade e do Teatro da Trindade (não sei porquê, mas começo a suspeitar que talvez se chame Rua da Trindade...) e deparei-me com uma placa que dizia "Academia dos Amadores de Música". E, desde então, a dúvida que não tem parado de me atormentar, e para cujo esclarecimento peço a vossa inestimável ajuda, é: será uma academia de pessoas que amam a música, ou de pessoas que não fazem da música a sua actividade profissional?