sexta-feira, dezembro 28, 2007

Malta! :)

Que o novo ano chegue amiguinho e cheio de sucessos.
Entrem com os dois pés, não vá dar-se o caso de já terem bebido de mais e tropeçarem se tentarem fazê-lo só com o direito.
Se, de facto, beberem além do brinde, não conduzam. Os taxistas gostam de entrar o ano a ganhar dinheiro.
Despeçam-se de 2007 lembrando-se de tudo de bom que ele vos trouxe e abracem 2008 com a certeza de que têm poder para conseguir tudo o que anseiam.
Feliz ano novo!

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Problemas de sair do trabalho às quatro da manhã:

- O segurança está sempre “em ronda” e fico na rua, ao frio, à espera que me abra o portão (e insiste em dizer "JÁ vai sair, dona Rosa?" - acho que ele, que só entra à meia-noite, deve pensar que eu faço um turno qualquer de madrugada).
- As ruas desta bela localidade, que durante o dia não apresentam maiores problemas que os passeios minados de cocó de cão, ficam muito assustadoras.
- A viagem até casa é feita em “piloto automático” e chego sem ter consciência de nenhum pedaço do caminho.
- Chego a casa e tenho que estacionar em Freixo de Espada à Cinta. Aquilo é uma zona residencial e àquela hora as pessoas estão… sei lá… a residir.
- No dia "seguinte", chego ao trabalho e a minha cadeira ainda está quente :Þ
- Estou ainda mais taralhoca que o costume e só digo disparates (a sorte é que, apesar de não conseguir articular uma frase com cabeça, tronco e membros, deve haver um descodificador qualquer no teclado que, ao passar as mensagens do cérebro para o computador até faz com que tenham algum sentido – digo eu, vá…).
- Não me sobra tempo para bloguices :( e fico com saudades vossas.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Dos crescidos

Neste aniversário,
Subscrevi um Plano Poupança Reforma Investimento. Senti-me muito crescida.
Deitei-me às sete e meia da manhã, dormi duas horas e passei o dia seguinte com uma dor de cabeça insuportável. Senti-me muito crescida.


P.S.: Obrigada pelas coisas bonitas que disseram a meu respeito. Gosto tanto quando são assim, bem mandadinhos! ;)*

quarta-feira, dezembro 05, 2007

segunda-feira, dezembro 03, 2007

:) :) :)

- O que é isto?
- Um biberão. A ver se me lembro de o levar à Paulinha.
- Mas tem um formato tão esquisito!
- É anatómico.
- Mas isso não é perigoso?

- Perigoso?
- Sim, radiações, e tal…
- A-na-tó-mi-co…
- Ah…!

(É por estas e por outras que o X é parte integrante da congregação “pessoas com cérebro não entram” e não pode ser vendido separadamente!)

P.S.: A Croácia pareceu-me um país com muito potencial!

segunda-feira, novembro 26, 2007

Amanhã e depois...

... vou andar por aqui.
É um país que nunca visitei e estou muito curiosa. Depois conto-vos... :)





(Split, Croácia)

sexta-feira, novembro 23, 2007

A pedido de várias famílias*

*e aproveitando que, a bem dizer, não tenho tempo para escrever nada de jeito...

This is me. Assim a modos que um bocado esborratada, e tal... :)



P.S.: Desculpem a ausência pelas vossas casas, mas o meu tempo continua com muito mais olhos que barriga...

terça-feira, novembro 20, 2007

Apresentando a nova colecção "Nunca gostei de homens bonitos"

É objectivamente feio. Mas tem qualquer coisa que faz com que eu tenha a certeza que seria incapaz de lhe dizer não a qualquer pedido que ele me sussurasse ao ouvido.

sexta-feira, novembro 16, 2007

#@*»£%#@«%#!

Quando eu morrer, o meu epitáfio vai dizer o seguinte:

“Aqui jaz Rosa, a mulher que mais contribuiu para o sucesso da indústria dos collants a nível mundial”


quarta-feira, novembro 14, 2007

Ups...

Não sei se já vos disse, ou se por acaso vocês já repararam, que eu sou um bocadinho distraída. Coisa pouca, quase que não se nota. E então, aqui há uns tempos, fui comprar um perfume novo. Entrei na perfumaria, cheirei vários, e optei pelo que gostei mais, claro. Suave, fresco, era exactamente o que me apetecia. Quase um mês depois, andava com uma amiga numa perfumaria, e queria mostrar-lhe o dito perfume, para ver se ela gostava. Fomos até à secção daquela marca, verificámos tudo mais do que uma vez, e nada, não estava lá. Continuámos por ali fora a cheirar perfumes e, de repente, lá estava ele (o perfume) todo contente a rir-se para mim. “Ah, afinal está aqui”, exclamei. E eis se não quando ela olha para mim, olha para o perfume, volta a olhar para mim (por esta altura eu já estava a ficar nervosa, porque ela tinha aquele olhar de quem tem um extra-terrestre à frente – não sei porquê, mas as pessoas usam muito esse olhar comigo). “O que foi?”, disse eu. (e o olhar continuava) “Rosa, esta é a secção de homem”…
E pronto, diz que sim, que estou a usar um perfume de homem. E depois, hein? Cheira bem…



segunda-feira, novembro 12, 2007

Descobri...

... através daquele cartaz de promoção da nova telenovela "Resistirei" que invadiu os outdoors e muppies da cidade (e que não consegui encontrar para pôr aqui) que o Paulo Rocha tem as mamas maiores que as minhas. E olhem que eu não saio propriamente ao pai. Bom, nem à mãe, porque a minha mãe, ela sim, sai ao pai. Não ao meu, entenda-se, ao dela... quer dizer, ao meu também, porque o meu pai também não tem mamas, mas não dá para a minha mãe sair ao meu pai, certo? Isto do "sai a" tem a ver com as ascendência, não é verdade? Seja nas mamas ou noutra coisa qualquer... OK, vou trabalhar...

quinta-feira, novembro 08, 2007

Isso é que era!

Pior que José Cid ao vivo no Campo Pequeno, só mesmo José Cid ao vivo no Campo Pequeno com Luís Represas e André Sardet. Não consigo imaginar melhor sítio para colocar uma bomba de afonia. PUM! E eles nunca mais cantavam...


quarta-feira, novembro 07, 2007

O tempo tem mais olhos que barriga*

Curiosamente, não sinto necessidade de controlar as horas, os minutos e os segundos do meu dia, uma vez que, cada vez mais, os que não são passados a trabalhar são passados a dormir. O que eu preciso é de definir claramente o rumo que quero dar à minha vida e à minha carreira. Acho que vou abandonar o relógio e passar a andar com uma bússola…
Quero parar de reclamar do dia só ter 24 horas. Quero ser senhora do meu tempo e não escrava dele. E tenho que agir… JÁ! (Nem sei por onde começar...)



*[Quem sabe, sabe, e a Susana Félix é que sabe]

quarta-feira, outubro 31, 2007

Do mundo, dos homens, do mundo de homens e da minha manifesta falta de pachorra para machismos

Há oito ou nove anos, já nem sei bem, numa apresentação de um todo-o-terreno, eu e o colega que seguia comigo capotámos. Era ele que ia a conduzir. Esta segunda-feira, numa outra apresentação de um outro todo-o-terreno da mesma marca, recordavam-se velhas histórias ao jantar e esta, claro, veio à baila. Percebi então que, passados todos estes anos, a maioria do pessoal continua convencida de que era eu que ia ao volante na altura do capotamento. Porquê? Porque eu era a única jornalista do sexo feminino presente na dita apresentação, claro.

Há pouco tempo, aqui na redacção, falava-se de designações de motores e eu lembrei-me de uma coisa que ainda não tinha comentado com os meus colegas: “É verdade, sabem uma coisa estranha? A Peugeot tem um motor VTI no 308”. “O quê? Não é possível. VTI é Honda”. “Pois, é por isso mesmo que eu estranhei. Pensei que isso fosse tudo registado”. “Não pode ser, Rosa, estás baralhada”. Já me estava a preparar para mandar um berro, quando entra na sala o colega aqui do jornal ao lado que tinha estado comigo na apresentação. E eu disse-lhe: “X., na apresentação, não anunciaram um motor VTI para o 308?”. “Pois foi. Estranho, não é?”, diz ele. E de repente, o resto da redacção reúne-se à volta dele: “A sério?”, “Que esquisito”, “Como é que é possível”, e ali ficaram, alegremente a debater o assunto, já sem a mínima ponta de incredulidade na voz. Refira-se que eu tenho o dobro de anos disto que esse colega. Mas, claro, não tenho uma pila.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Já sei que me vão cair todos em cima...

... mas eu tenho que dizer isto:

Sabem aquela música que a Whitney Houston tenta cantar no filme O Guarda-Costas? "And AAAAAAAAAAAAAAAAAAiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii will always love youuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu"? Às vezes penso nela quando ouço a Mariza…

P.S. Eu gosto de ouvir a senhora cantar, juro. Mas será que não podia... ãh... digamos... hmm... gritar menos?...

quarta-feira, outubro 24, 2007

Da (falta de) memória

O médico deu-me uns comprimidos para a memória… que eu, evidentemente, me esqueço de tomar. Então ele sugeriu, meio a brincar, meio a sério, que eu escrevesse “comprimido” no pulso. Assim, era fácil de me lembrar, pois ao teclar no computador o pulso acaba sempre por entrar no meu ângulo de visão. Ultrapassada a fase em que me esquecia de escrever “comprimido” no pulso, a coisa até que começou a resultar. De tal forma que decidi adoptar a técnica para outros lembretes. Portanto, graças ao meu pulso, sei que a Teresa faz anos. E só há uma questão que se me coloca: quem é a Teresa?... :Þ




[Depois de Marlin deixar Dory, o Nemo, recém-libertado do aquário, cruza-se com ela:
Dory: I'm Dory.
Nemo: I'm Nemo.
Dory: Nemo?!!!!!!!! (longa pausa) That's a nice name.]


quarta-feira, outubro 10, 2007

terça-feira, outubro 09, 2007

Este...

... foi o meu carro nos últimos cinco dias.



Nunca me senti tão observada na minha vida (e olhem que já fiz muita m**** em público).

quinta-feira, setembro 27, 2007

segunda-feira, setembro 24, 2007

Eu desconfio de pessoas que...

… bebem Fanta Uva.
… estacionam e fazem marcha-atrás com o pescoço revirado em direcção à traseira do carro, uma mão no volante e outra a abraçar o encosto de cabeça do banco.
… se levantam da cadeira do cinema mal o filme termina.
… respondem a todas as perguntas de múltipla escolha com um “tanto me faz”.
… vão ao Colombo sem ser obrigadas.
… dizem que sushi é a sua comida preferida.
… não tendo qualquer ligação ao Norte, são adeptas do FCP.
… atendem o telefone com um “tou-tou”.

sexta-feira, setembro 21, 2007

TPM

Diz que a sigla significa Tensão Pré-Menstrual. No meu dicionário, no entanto, representa claramente Telha Pré-Menstrual. E há homens que pensam que designa Treta Pré-Menstrual, assim a modos que uma mentira, uma coisa que as mulheres inventaram, sabe-se lá porquê. Mas pensem lá um bocadinho comigo: a TPM leva-nos a tomar atitudes tão insensatas, a protagonizar cenas tão despropositadas, que, convenhamos, nenhuma mulher atentaria dessa forma, voluntariamente, contra a sua dignidade. Por isso, não tenham dúvidas, a TPM é real. Agora, claro, já não posso garantir que, ao abrigo desta “autorização hormonal” que nos assegura a ausência de represálias e de culpa, não aproveitemos para exorcizar fantasmas e descarregar alguma agressividade reprimida… ;)

sexta-feira, setembro 14, 2007

terça-feira, setembro 11, 2007

Esquisito...

Ontem (ou hoje, ou lá o que é isto), saí do trabalho passava das duas da manhã. E, no entanto, o segurança disse-me: " vai sair dona Rosa?". [Mas depois não me avisou que a minha filha tinha chegado do Brasil. Eu sempre que ouço "dona Rosa" fico à espera que me avisem que a minha filha chegou do Brasil...]

P.S.: Só para calar as más línguas, assegurando que não há qualquer relação entre o meu "desaparecimento" e o post anterior!! ;) [Antes fosse!]

quarta-feira, setembro 05, 2007

...

A tua presença entorpece-me. O teu cheiro enlouquece-me. Tremem-me as pernas. Falta-me o ar. O teu toque acalma-me e agita-me, simultaneamente. Os teus lábios, que devoro, consomem-me. Uma sintonia perfeita. A roupa que sai, a pele que se queima. O corpo, a mente, a alma. O belo, o pecado, o sagrado. A tua boca cala-se, a minha seca. Os teus olhos brilham, os meus fecham-se. O teu coração acelera, o meu… acho que pára.

segunda-feira, agosto 27, 2007

terça-feira, agosto 14, 2007

Onde estava a UNICEF?!

Passando por uma paragem de autocarro em frente ao Estádio de Alvalade, vejo um pai a ensinar uma pobre criança a cantar o hino do Sporting. É, e depois admiram-se que as crianças cresçam e se tornem políticos, advogados, ou coisa pior...

P.S. do dia 15: este estaminé encontra-se encerrado até dia 23, para mais um episódio da longa-metragem "Férias às pinguinhas", starring esta que vos escreve. Até lá, beijos e abraços :)*

terça-feira, agosto 07, 2007

A sobrinha mais linda do mundo

[Depois de eu ter acabado de lhe ler um livro]
Ela: Agora conta-me uma história com boca.
Eu: Uma história o quê?!
Ela: Uma história assim só com boca, sem livro...
[frase acompanhada de um daqueles olhares "estes adultos não percebem nada"]

segunda-feira, agosto 06, 2007

Stick with you

Sábado à noite telefonei à minha amiga X.
Eu - Olá, vim passar o fim-de-semana e trouxe a Y comigo. Como a Z também está cá, estamos a combinar encontrarmo-nos em Óbidos para beber um copo. O que me dizes?
Ela - [entusiasmada] Ah, porreiro! Deixa-me só ver com o W [o marido], que ele levantou-se muito cedo e tem andado o dia todo cheio de sono. Já te ligo a seguir ao jantar.
[A seguir ao jantar]
Ela – Olha, afinal não vamos. O W está muito cansado e já não lhe apetece sair.
Eu – (o que respondi) Tudo bem, fica para a próxima.
Eu – (o que me apetecia ter respondido) E então, são siameses?!

Eh pá, eu não consigo perceber isto. Esforço-me, eu juro que me esforço, mas não consigo. A mim parece-me que quando se fala em união não se pretende ser tão literal: os casais não precisam de estar unidos com Super-cola 3 para serem felizes. Muito pelo contrário, diria eu. Mas a verdade é que eu não percebo nada disto, como se prova pela minha incapacidade para manter uma relação por mais de um mês ou dois. Vai daí, é capaz de ser verdade. Se calhar os casais têm que ser assim, siameses. Talvez para não se perderem um do outro...
A ser assim, resta-me uma certeza: passarei o resto da vida a, como diz a minha mãe, trocar de namorado como quem troca de camisa. Porque recuso-me a seguir esta receita. Prezo demasiado a minha individualidade para abdicar dela, e jamais conseguiria respeitar alguém que abdicasse da sua em nome dessa suposta união que até cola cientistas ao tecto.

terça-feira, julho 31, 2007

Da falta de chá

Ele insistia num jantar há uns tempos, eu já tinha esgotado as desculpas (nada contra o dito, apenas falta de vontade de socializar) e acabei por ir. Restaurante simpático, bom peixe, bom vinho, companhia agradável, seguimos para uma esplanada (que o calor da noite assim o obrigava) para continuar a conversa. O tema tinha pano para mangas e ainda não estava esgotado quando o carro parou à porta de minha casa. Perguntou, com um sorriso, se não o convidava para entrar. (Como assim, cara pálida?!) Respondi, também com um sorriso, “in your wildest dreams”, e saí do carro. E então, em vez de também sair para se despedir de mim, atirou, pelo vidro, a seguinte pérola: “para a próxima, se não quiseres brincar, não saias para o recreio”. E arrancou. Pelamordedeus! Eu não digo que os homens não prestam? Vá ser mal-educado assim para p****-***-*-*****!

segunda-feira, julho 30, 2007

Da solidão

No sábado fiquei doente. Uma insolação, talvez, não cheguei a perceber. Zonza, cheia de dores no corpo, enjoada, com 39,5 de febre. Mas como eu sou do género forte e durona, os meus amigos nunca me levam a sério quando digo que me sinto super mal. Conclusão: como a mãe, que nem precisa que eu lhe diga nada, basta olhar para mim para perceber, está longe, é nestes dias que me sinto estupidamente só…

terça-feira, julho 24, 2007

Às cegas

Ontem saí com o irmão de uma amiga. Se a memória não me falha (que isto da velhice não perdoa), foi o meu primeiro blind-date (e olhem que eu já ando nisto dos dates há uns tempos). O conceito nunca me atraiu, mas ela insistiu tanto que nós éramos perfeitos um para o outro, que acabei por ceder (não queria que a teimosia me fizesse perder o homem perfeito, apesar de ser do domínio público que o homem perfeito é gay). Adiante. A primeira impressão foi boa: era bastante atraente. A segunda foi má: tinha consciência disso. Vaidoso, demasiado vaidoso! Aguentei o “eu sou muito bom” estoicamente até quase à meia-noite, e depois pedi-lhe que me deixasse em casa, com a desculpa de que tinha que acordar muito cedo. Ele fez beicinho, disse que era cedo, que a conversa (o monólogo, ele queria dizer o monólogo) estava tão agradável, e tal, mas no fundo o que o perturbava é como é que alguém podia preferir ir para casa do que ficar na sua fantástica companhia.
Hoje, quando a minha amiga me ligou para saber se já tínhamos marcado a data do casamento, disse-lhe, o mais delicadamente que consegui, que ele não era nada como eu esperava e que, embora ele o tivesse sugerido no final da noite, não estava interessada num segundo encontro. Consequentemente, lamentava, mas não ia ser eu a mãe dos sobrinhos dela.

E então veio a pergunta que me deixou sem fala:
- “Se ele não foi nada do que tu esperavas, porque é que aceitaste sair com ele?”
– “Ãhh… bem… talvez… porque a minha bola de cristal estava avariada?...” (pensei, não disse, uma vez que, se bem se lembram, tinha ficado sem fala)
Ele há com cada uma! :)

segunda-feira, julho 23, 2007

Conflito de gerações

A minha mãe cortava cenouras às rodelas numa ponta da mesa. A minha prima, de seis anos, almoçava na outra ponta. Eu estava sentada ao lado dela. De repente, entre uma garfada de batata e um pedaço de lula:
- Ó Rosa, o que é sexo?
(A minha mãe continuou a cortar as cenouras, mas vigiava-me pelo canto do olho)
- Ãh… sexo é quando duas pessoas se sentem muito atraídas uma pela … (a faca ficou suspensa no ar) … quer dizer, quando gostam muito uma da outra (recomeçou a sua tarefa de cortar cenouras), e querem ficar muito juntinhas, e…
- Ah, é para ter bebés?
- Não! (saiu-me com mais veemência do que eu estava à espera) Bem, pode ser, mas… (e lá estava a faca outra vez a pairar no ar) … sim, é para ter bebés (achei que a omissão não era assim tão grave, e afinal as cenouras eram precisas dentro da panela)
- E como é que se faz?
- (respirei fundo) A tua mãe nunca te contou como é que os bebés vão parar dentro da barriga das mães?
(perguntei, esperançosa)
- Não.
- (mais uma inspiração profunda) Então, os homens e as mulheres são diferentes, sabes… uns têm… (de repente, como por magia, “nasce” um pudim em cima da mesa, saltando das apressadas mãos da minha mãe)
- Boa, pudim!!! Quero com pouco molho, está bem, Rosa? – Ó, tia, como é que se faz pudim?...

Uff!...

sexta-feira, julho 13, 2007

E de maneiras que é isto...

... vou de férias.
Não dá para ser mais do que uma semana, mas talvez chegue para descansar o cérebro e não voltar a vestir-me para ir trabalhar à uma da manhã, e tal... No dia 23 já cá estou outra vez [coisa mailinda, rima e tudo!].
Até lá, beijos e abraços :)*

P.S.: As previsões meteorológicas não se confirmaram. Em Paris chovia quando cheguei, na terça, e quando me vim embora, na quinta. Já na zona dos Pirinéus, para onde fui em seguida, estava um bocado a modos que muito frio. De qualquer forma, foi divertido. Visitei o Santuário de Lourdes, que não conhecia, e até tive tempo para umas comprinhas em Tarbes: dois vestidos lindos :) De resto, o GPS enlouqueceu e fez-me andar perdida nas montanhas, à beira de precipícios, literalmente num caminho de cabras, com um carro de quase dois metros de largura. Enfim, tudo está bem quando acaba bem... ;)

segunda-feira, julho 09, 2007

Mais um para a colecção "internem-me"

O gato da minha irmã continua a viver comigo. Por isso, à noite, quando chego a casa, tomo um duche e visto assim uma espécie de fato-de-treino, uma cena com calças e manga comprida, para evitar ter que tomar outro duche antes de ir para a cama para me ver livre dos pêlos e para que ele não me arranhe as pernas, uma vez que está sempre deitado no meu colo. Depois, quando vou para a cama, dispo aquela farda cheia de pêlos e visto o pijama de calções e alças, e tal. Ora pois ontem, levantei-me do sofá por volta da uma da manhã, lavei os dentes, fui para o quarto, despi o fato-de-treino e… vesti umas calças de ganga, um soutien, uma camisola, e foi só quando já estava a apertar as sandálias que me apercebi que não era suposto ir para o trabalho, mas sim para a cama! Nem sabia se havia de rir ou de chorar… [e ainda não sei!]

P.S.: Diz que em Paris continua a chover. Mas que quarta-feira já pára e que quinta até vai ficar um calor do caraças. Eu vou verificar tudo isso in loco, para que não restem dúvidas. Ah, e claro, na mala só levo sandálias! Até sexta. :)*

terça-feira, julho 03, 2007

Das belas e dos monstros

No supermercado, já noite avançada, eu com umas olheiras até ao umbigo depois de um dia de cão no trabalho, chinelas nos pés, bermudas, t-shirt, cabelo com ar de quem tinha acabado de passar perto do reactor de um avião… Entro num corredor e dou de caras com um ex, situação que não teria qualquer problema não fosse dar-se o caso de ele ter pendurada ao pescoço uma loura saída directamente da capa de uma revista: olho azul, cabelo impecavelmente esticado, salto alto, saia travada, decote que pouco deixava à imaginação.
Tudo bem, fui eu que terminei a nossa relação, e não, não me arrependi, mas vocês sabem como é, gaja que é gaja tem que estar no seu melhor quando conhece a nova namorada de um ex-namorado. Não me perguntem porquê, são as regras!
Ainda me passou pela cabeça fingir que não o tinha visto e sair rapidamente dali para fora. Mas não, como mulher moderna, independente, segura de si, blá, blá, blá Whiskas saquetas, lá fui ao encontro deles. Ele estava genuinamente feliz por me ver, já ela deitou-me aquele olhar triunfante do “Pfff! Era com ‘isto’ que ele andava antes?!”.
Preparava-me para ir embora cabisbaixa quando, porque Deus existe e é mulher, uma senhora não consegue travar o carrinho do supermercado a tempo e embate com ele nos lindos tornozelos da minha interlocutora. E aí a bela virou monstro. Desceu do salto, pôs a mão na anca e despejou uma enxurrada de asneiras e insultos sobre a pobre senhora. Ele olhava para mim envergonhadíssimo e eu aproveitei a deixa para me ir embora apenas com um encolher de ombros e um aceno de mão, mas, claro, já com uma postura ‘eu sou mais eu’ e um sorriso nos lábios.

quinta-feira, junho 28, 2007

segunda-feira, junho 25, 2007

Somos todos escorpiões?

A parábola:

O escorpião queria atravessar o rio e pediu ao sapo que o levasse.
- Eu, não, que tu mordes-me e matas-me.
O escorpião discordou:
- É claro que não! Pensa bem, se tu morreres, afogamo-nos os dois.
O sapo acreditou. Fazia sentido. Então pôs o escorpião às costas e começou a atravessar o rio. Ainda ia a meio quando sentiu a ferroada e, enquanto os dois se afogavam, perguntou:
- Mas escorpião, por que fizeste isso, mesmo sabendo que também ias morrer?
- É a minha natureza. - respondeu o escorpião, antes de descer para as profundezas.

O que é que vocês acham? Existe a natureza de cada um, contra a qual não se pode lutar, um padrão que repetimos a vida inteira, mesmo sabendo que não é certo ou que não vai nos ajudar em nada? Ou uma das coisas boas do ser humano é poder quebrar esse padrão?

P.S.: Deixo-vos a reflectir sobre o assunto enquanto vou ali a Paris num instantinho. Cá estarei na quinta-feira para conferir as opiniões. Até lá, já sabem: beijos e abraços!

P.P.S.: Já estou melhor. Obrigada a todos os que se deram ao trabalho de perguntar :)*

segunda-feira, junho 18, 2007

Trabalho a quanto obrigas (ou: Não me apetecia nada andar de avião)

Cansada de vomitar neste nosso cantinho à beira mal plantado, vou até ali poluir a Alemanha e já volto. Se calhar aproveito e compro umas sandálias. Ou meia dúzia... ;)
"Vemo-nos" sexta-feira.

Beijos e abraços.

quinta-feira, junho 14, 2007

Da velhice

Primeiro, fiz um passeio todo-o-terreno onde os meus braços entraram em contacto com uma planta qualquer que me provocou foto-sensibilidade. Quando me começaram a aparecer umas manchas estranhas, achei que tinha sido picada por algum bicho e, como as mangas me incomodavam, andei uma semana inteira de manga curta, ao sol... Ao fim dessa semana, como a coisa tinha cada vez pior aspecto, um amigo marcou-me consulta no dermatologista e obrigou-me a ir lá. O diagnóstico tem um nome estranho, mas a conclusão era: sol, nem pensar… Tarde piaram, claro, e agora tenho umas manchas horrorosas, tipo queimaduras solares, que não deverão desaparecer por si. Já tenho consulta marcada para Setembro, para umas sessões de laser que é suposto provocarem a despigmentação, ou pigmentação, ou lá o que é aquilo, enfim, que é suposto fazer com que o meu braço fique outra vez homogeneamente branco, lindo e maravilhoso, sem manchas castanhas.
Depois, no último domingo, passei a noite a vomitar. Na segunda tive que vir trabalhar e passei o dia enjoada, mal disposta e cheia de dores no corpo, mas sem vomitar. À noite, voltei a acordar para vomitar algumas vezes. Terça-feira, a mesma coisa: o dia enjoada, mas com a comida dentro do estômago, de madrugada, tudo para fora! Achei que tinha qualquer coisa a ver com os comprimidos de cortisona que tive que tomar por causa lá da outra cena do braço e fui aguentando. Ontem passei bem o dia, mas, à noite, a mesma coisa. Hoje era suposto ter apanhado um voo às 7:30, mas, às cinco da manhã, quando o despertador tocou, levantei-me para… vomitar, pois claro! Ainda tentei beber chá, e tal, mas não resultou. Naquele estado, a última coisa que me apetecia era meter num avião, por isso, não fui. E então, só porque a coisa começou a afectar o meu trabalho, resolvi ir ao médico. E eis senão quando o diagnóstico me espanta: excesso de trabalho. Diz a médica que, quando não paramos voluntariamente, o nosso corpo arranja maneira de nos parar. E que não posso esperar trabalhar entre 12 a 16 horas por dia, comer pouco e mal, e escapar impune. Ainda me mandou fazer uns exames, por descargo de consciência, mas diz que não tem dúvidas: só vomito à noite porque é quando o meu corpo descarrega o stress.
Para terminar, o gato (o Huskie, não sei se se lembram dele… o gato da minha irmã, que está outra vez de “férias” comigo por tempo indeterminado) ontem teve outro dos seus ataques enquanto dormia ao meu colo e, no meio de um pesadelo, ou coisa que o valha, deu-me uma dentada no braço com toda a força dos dentes dele. Tenho um hematoma roxo, horroroso, capaz de fazer pensar que sou vítima de violência doméstica (e neste caso até fui…).
Conclusão: ando há 15 dias a arrastar-me pelos cantos, cheia de comprimidos, e pomadas, e ligaduras, e tudo e tudo. E só consigo pensar: quando era nova, nada disto me acontecia…

quarta-feira, junho 06, 2007

Dos relacionamentos

O meu afilhado fez dez anos. E, no campo das relações, já bate a madrinha aos pontos: a namorada que esteve na festinha era a mesma do ano passado.

sexta-feira, junho 01, 2007

quarta-feira, maio 23, 2007

Tentação

Há alturas em que durmo e acordo com um pensamento fixo: chutar tudo para o alto. Deixar de fazer tudo certinho, ignorar as datas, os prazos, a agenda.
Há alturas em que me canso de ser eficiente, correcta, ética, responsável.
Mas este querer largar tudo, longe de ser libertador, é angustiante. Porque eu sei que não vou chutar nada para o alto. E sei que, se chutasse, também não seria feliz.

quarta-feira, maio 16, 2007

Coisas estranhas dos últimos tempos

- Descobri que gosto do (já não tão) novo (quanto isso) programa do Herman José.
- Na apresentação de um automóvel, ofereceram-me um teste de gravidez.
- Cheia de trabalho, saí a correr para comer qualquer coisa. Pedi um café, bebi, paguei, e só quando regressei à redacção é que me ocorreu que não tinha comido.
- Vi um pavão a passear no meio da estrada, no Campo Grande.
- Ontem saí do trabalho às 19:30. Nem sabia o que havia de fazer a tanto tempo livre...


P.S.: Não consigo visitar-vos... :/

quarta-feira, maio 09, 2007

Oito ou oitenta

Ontem precisava assim de um sapatinho-mais-ou-menos. Estão a ver o género? Um que me desse para vir trabalhar mas também me permitisse seguir directa para um jantar de trabalho no Casino do Estoril. Revirei o armário do avesso e cheguei à conclusão que os meus (muitos) sapatos se resumem a duas categorias: ténis ou salto agulha de oito centímetros.

P.S.: Um pequeno update do "Miss Match": já recebi seis candidaturas, mas todas masculinas! Como é, meninas?? Assim torna-se difícil arranjar casais... :Þ

sexta-feira, maio 04, 2007

Miss Match

A Sara e o Miguel comemoraram esta semana três anos de casados. Fui eu que os apresentei. A Teresa e o Jaime também apareceram para lhes dar os parabéns. Estão juntos há quase um ano, e a “responsabilidade” é minha: na noite em que conheci o Jaime vi logo que ele era a cara da Teresa e não descansei enquanto não arranjei maneira de eles se conhecerem. E enquanto observava os casalinhos à volta da mesa, apercebi-me de que só sou péssima no que toca a escolher pares para mim. Com os outros, até que o meu instinto funciona. Por isso, decidi seguir o exemplo da Alicia Silverstone e virar casamenteira. Vai daí, queridíssimos leitores que estão à procura de um companheiro ou de uma companheira, façam o favor de me enviar uma candidatura para o e-mail que está por aí algures no perfil. Digam-me o que procuram e o que estão dispostos a oferecer, que eu trato de vos arranjar the perfect match. Vamos, estão à espera de quê? ;)

terça-feira, abril 24, 2007

Tempo de pausa

Não sei explicar esta força poderosa que me liga a ti… que, apesar de tudo, me continua a ligar a ti. Vai haver quem defenda que é amor. Talvez seja. Não vou descartar nenhuma hipótese e o amor é com certeza capaz de assumir diversas formas. Talvez mesmo esta, distorcida e pouco saudável. Não sei se é amor, mas se for, convenhamos, este amor sucks
Um ano e meio. Não é uma vida, mas é muito tempo para se viver uma mentira. Fiz o que tinha que ser feito. Só que doeu muito mais do que eu estava à espera. Ganhaste. Afinal, as meninas más também choram.

segunda-feira, abril 16, 2007

Na corda bamba

O que eu queria mesmo saber é como, nesta fase da minha vida em que não tenho tempo para comer, nem para telefonar à família, nem para ver os amigos, consigo arranjar maneira de me chatear contigo! Eu não tenho dúvidas de que nós gostamos um do outro, parece-me é que raramente conseguimos gostar um do outro em simultâneo... É verdade que quanto mais sangrentas são as nossas batalhas, mais apaixonadas são as nossas reconciliações, mas, se é só na raiva que nos conseguimos sincronizar, isso deve querer dizer que algo está errado, não?

quarta-feira, abril 11, 2007

Importam-se de repetir?

Sem tempo para nada*, mas ainda assim demasiado indignada para deixar passar em branco:

«é irrelevante que o facto divulgado seja ou não verídico (...), desde que, dada a sua estrutura e circunstancialismo envolvente, seja susceptível de afectar o seu crédito ou a reputação do visado»

Como é que é?! O direito ao bom nome é superior ao direito à informação?!
Quando for grande, quero ser juíz do Supremo Tribunal.

*A trabalhar 16 horas por dia. A alimentar-me, basicamente, de café. Tenho esperança de um dia destes sair da redacção com luz do dia. E de conseguir dar uma voltinha pela internet e espreitar os vossos blogues.

terça-feira, abril 03, 2007

Vida de jornalista

Não imaginam as dificuldades que tive em fazer esta entrevista. Eu esforcei-me, mas era impossível concentrar-me... Uns olhos assim tão bonitos deviam ser ilegais!

sexta-feira, março 30, 2007

Diagnóstico por quantidade

O carro mais lindo do mundo, quiçá da própria Europa, tem um rolamento gripado. Ainda não foi ao mecânico, mas como cada amigo que entra lá dentro me diz: "Humm... este ruído... olha que tens um rolamento gripado", eu rendi-me às evidências e aceitei o diagnóstico. Só ainda não decidi se lhe dou um Ilvico ou um Antigripine...

quarta-feira, março 28, 2007

Dizem...

... que o primeiro amor nunca se esquece. É por isso que, por mais anos que passem, tu terás sempre um lugar especial no meu coração.
Um beijo carinhoso, neste que será sempre o “nosso” dia :)*

sexta-feira, março 23, 2007

Por que não consigo resistir-lhe

Pelo sentido de humor:
Ele: (entusiasmado) ‘Bora passar um fim-de-semana ao Funchal!
Eu: (espantada) Juntos?
Ele: (pensativo) Bem, suponho que podíamos ir separados, mas não seria tão divertido…

Pela modéstia:
Ele: (solícito) O que é que sua excelência quer jantar?
Eu: (cansada) Humm… Ovos mexidos.
Ele: (de nariz empinado) Tens noção que isso é o mesmo que pedires ao Picasso para te pintar a casa de banho?

terça-feira, março 20, 2007

O desafio...

... é simples: descrever um acontecimento da nossa vida que nos defina. Daquelas situações em que olhamos para trás e dizemos: "isto sou eu". Ou, visto por outro prisma, daquelas situações em que os amigos nos dizem: "só tu!". Digam de vossa justiça aí nos comentários! ;) Aqui vai uma situação que, de facto, é a minha cara...:

Conduzo há 14 anos, e, em muitos milhares de quilómetros ao volante, só uma única vez atropelei* uma pessoa: um polícia, numa passadeira.... Et voilá, isto sou eu! :D

*Sem gravidade, claro, ou não me sentiria à vontade para falar disto aqui.

sexta-feira, março 16, 2007

sorrisos-aos-molhos.blogspot.com

A sorrir desde 16 de Março de 2005.

Pronto, vá, de vez em quando também houve lugar a uma lagrimita ou outra ;)
Mas, como escrevi há dois anos, no primeiro post: "O nome do blogue é só porque sim. Porque o sorriso é o caminho mais curto entre uma alma e outra. Porque o riso é a linguagem dos Deuses. E eu gosto de sorrir sempre, mesmo quando estou a chorar."

A vocês, obrigada pela companhia :)*



terça-feira, março 13, 2007

Auto-análise

Nunca fui boa em relacionamentos. As minhas experiências não são bons exemplos. Até há um tempo atrás achei que o meu karma era ser amante. Por mais solteiros interessantes (e interessados) que houvesse à minha volta, só me envolvia com tipos comprometidos. Cheguei a ponderar fazer uma regressão para apurar a origem do problema. Até que numa dada altura, percebi, sozinha, que aquilo não tinha nada de kármico. Ser amante dá menos trabalho, essa é que é essa. Karma? Que nada! Preguiça.

quarta-feira, março 07, 2007

Dos desencontros

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.


[Quadrilha, Carlos Drummond de Andrade]

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

E se eu voltasse a ter dez anos?

Eu iria...
Saltar à corda todos os dias, andar sempre com a boca lambuzada de tulicreme, roubar um beijo àquele colega giro.
Não necessariamente por esta ordem.

[O fim-de-semana foi fantástico, sim, obrigada! :) Regressei no domingo à noite, mas entretanto já fiz o plano de uma revista, já organizei as coisas para outra, já escrevi a página de um jornal e já fui a Madrid e voltei. Ai, o tempo, o tempo...]

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

A inveja é uma coisa muito feia, mas, desta vez, vá, estejam à vontade. Eu compreendo! :)

Logo à noite sigo com a minha melhor amiga rumo ao Algarve para três dias inteirinhos só para nós num SPA. Sem pensarmos em planos de revistas, em reuniões, em temas, em textos, em revisões, em prints, em ozalides, em brindes, em encartes, em gráficas... Ela, ainda, sem pensar em marido e em filhos. Só para nos mimarmos e para pormos a conversa em dia. Nós merecemos :)


quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Dos turn-off

Independentemente do grau de entusiasmo que um homem desperte em mim, há determinadas coisas que funcionam como um autêntico balde de água fria. Por exemplo, um “prontos” ou um “houveram” no discurso oral, os erros ortográficos nas sms ou nos e-mails, bem como todas as palavras escritas com “k”, “x” e outras imbecilidades que me tiram do sério.
Às vezes a sensação chega a ser física. Estamos muito bem, na conversa, e tal, e de repente, pimba!, parece que me acertam um murro em cheio no estômago. Se, até então, o espécime me parecia mesmo valer a pena, estremeço, mas ainda me esforço por continuar, na esperança de que a coisa tenha sido uma vez sem exemplo. Mas à segunda, já não dá. É mais forte do que eu: por mais bonito, interessante, cheio de estilo e personalidade que o tipo for, o botãozinho da minha libido fica definitivamente no “off”.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Das mudanças

Mudei de trabalho. De local de trabalho, não de profissão. Quer dizer, nem sequer mudei bem de local, ou melhor, sim, mudei de sala. Bom, mudei de revista, essa é que é essa! Foi uma decisão minha, bastante amadurecida e pensada, pelo que estou feliz. Adoro de paixão a minha “bebé” e as minhas coleguinhas, e tudo e tudo, mas estava um bocado cansada. Já lá iam quatro anos… Nunca trabalhei tanto tempo no mesmo sítio! Mudar é bom. Claro que há pessoas que custa deixar, mas, no geral, fico sempre tão entusiasmada com um novo projecto (e, desta vez, vieram logo em trio!) que ultrapasso a nostalgia com facilidade. E as minhas meninas estão logo ali, ao fundo do corredor :)
Ainda assim, se um dia destes me virem a coçar os tomates, ou qualquer coisa parecida, não estranhem. É que, para além do facto já mencionado nestas páginas de já só me “restarem” amigos do sexo masculino, esta mudança de trabalho trouxe-me de regresso a um mundo de homens. Deixei as princesas e juntei-me aos ogres! Dêem-me mais umas semaninhas, e vão ver como já não consigo escrever um post sem um “f***-se” em cada frase. [Miúdos, vocês sabem que eu vos adoro, certo? :)*]

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

O dia 14 de Fevereiro...

... será sempre especial para mim. Não por ser dia de São Valentim, que isso diz-me pouco ou nada, mas porque foi o dia em que tomei a decisão que mudou o meu “eu”. Na altura não o sabia, claro, mas 14 de Fevereiro foi o dia que me ensinou a confiar sempre nos meus instintos. Aprendi, no dia 14 de Fevereiro (embora só entendesse a lição alguns 14 de Fevereiro depois), que é muito perigoso dizer “sim” quando todos os filamentos da tua alma gritam “não”. Aprendi, no dia 14 de Fevereiro, que calar esses gritos da alma pode pôr em causa a tua sobrevivência. E esse ensinamento fez de mim uma pessoa melhor. Tomar aquela decisão naquele dia 14 de Fevereiro foi o caminho que eu escolhi para chegar onde estou. E, por isso, será sempre um dia especial.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Do referendo*

Eu voto sim, claro. Não o faço de ânimo leve, mas faço-o com a total convicção de que é a única escolha possível.
Definitivamente, sim, claro. E, tendo em conta as barbaridades que tenho ouvido da boca de algumas pessoas, é com retroactivos, ó faxavôr.

*Eu não pretendia falar neste assunto. Já há “ruído” que chegue a circular por aí. Mas, acreditem ou não (a mim ainda me custa a acreditar), há quem se dê ao trabalho de me enviar 18 e-mails (sim, 18, leram bem) a insinuar que eu não tenho coragem “de assumir uma posição pública” (pública?! pública?!). Ó meus amigozz… Eu confesso que às vezes me custa assumir que gosto mais de Weetabix que de Kellogs Special K, ou que, apesar das figuras tristes no sofá da Oprah, continuo a achar o Tom Cruise um gato. Agora, ter dificuldades em assumir que vou votar sim no referendo à despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado? Ora, tenham dó!

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Perdoa...

"De amor nada mais resta que um Outubro,
e quanto mais amada mais desisto.
Quanto mais tu me despes mais me cubro,
e quanto mais me escondo mais me avisto."

(Natália Correia)

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Das notícias

Fim-de-semana em casa da minha mãe significa ver dois telejornais por dia (o do almoço e o do jantar). E se há alturas da minha vida em que me sinto mesmo burra é quando vejo telejornais. Ouço tanta coisa de gente que não faz a mínima ideia do que está a dizer, mas finge que sabe, que acabo perdendo um tempo precioso em que poderia, de facto, estar a aprender alguma coisa.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Eu tinha a ligeira impressão...

… que o Metro do Porto era um mito urbano, uma manobra de diversão política, mais uma piadinha para acrescentar à eterna luta mouros/murcões. E, como nunca ninguém me tinha provado o contrário, a conclusão era óbvia: o Metro do Porto não existia.
Claro que eu já fui ao Porto algumas vezes depois da suposta inauguração do Metro, mas, como para mim era tão óbvio que ele não existia, nem me passou sequer pela cabeça ir à procura. Mas eis que neste fim-de-semana já mencionado algures num post aí em baixo, depois de muito passearmos a pé, decidimos ir até à Serra do Pilar ver as vistas, e a tal autóctone (nota-se muito que eu gosto desta palavra?) que nos acompanhava saiu-se com esta: “Ok, mas vamos de Metro porque já estou cansada”. Pára, pára, pára tudo!! De Metro?! Mas ela não só estava com um ar muito convicto do que dizia como até já se encaminhava para descer as escadas que davam acesso à estação. Ainda meio incrédula, seguia-a. E, para meu espanto, lá estava ele, senhoras e senhores, o tal do Metro do Porto, bonito, aerodinâmico, modernaço, cheio de linhas coloridas e com uma senhora no altifalante que até falava inglês! Um luxo. É verdade. O Metro do Porto existe. E eu tirei uma foto para o comprovar.




quarta-feira, janeiro 24, 2007

#@|*&#%@\'#!

A simpatia que despertamos numa mulher é inversamente proporcional à que despertamos no homem dela.

E eu começo, sinceramente, a ficar farta desta m****.
Um dia destes abro um curso: “Auto-estima para mulheres inseguras”. Para explicar que não é com ciúmes, controlo e má cara que se mantém um homem ao nosso lado. Para ensinar que aquilo que nos torna verdadeiramente irresistíveis é a confiança que emanamos. E a confiança não vem nos comprimidos de dieta, nos produtos de beleza ou nas aulas de dança do varão. Vem de dentro. É uma decisão consciente para focarmos a nossa energia nos nossos pontos fortes. Não há nada mais sensual do que uma mulher que sabe o valor que tem. E estejam certas de que se se têm em tão pouca conta que imaginam que vão ser trocadas por cada outra mulher com que o vosso marido ou namorado simpatiza, ele vai acabar por acreditar nessa imagem que vocês teimam em projectar, e agir como se, de facto, assim fosse.

terça-feira, janeiro 23, 2007

O que se passa com os homens e os soutiens?

(ou: "Da fisioterapia")

O meu fisioterapeuta desaperta-me sempre o soutien à primeira, desde o primeiro dia. Estranhei, afinal ele é homem, e todos sabemos das dificuldades que tão simples acessório provoca nos homens. Agora, alguém é capaz de me explicar porque é que ele desaperta o soutien na última fila de molas e depois o aperta, invariavelmente, na primeira fila? Todo o santo dia eu levanto-me da maca, visto-me, despeço-me dele e de seguida tenho que passar no balneário, voltar a despir-me, apertar o soutien no sítio certo e vestir-me outra vez! Ora, convenhamos, é actividade a mais para quem se levanta às seis e meia da manhã! Não há condições, senhor fisioterapeuta... :Þ

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Apresentando a nova colecção: "Não vai mais álcool para essa mesa!"

O Porto lembra-me Londres. As tonalidades, a arquitectura… não sei, há qualquer coisa que me faz lembrar Londres. E, (também) por isso, gosto muito do Porto. Este fim-de-semana estive lá. E, depois de ter comentado esta minha ideia com uma autóctone (escrevi este post só para ter a oportunidade de utilizar esta palavra!), e de ela não ter concordado, íamos a descer aquela rua da Torre dos Clérigos (não esperavam que eu soubesse o nome da rua pois não?), eu parei-a, apontei para a cidade lá em baixo e disse-lhe, com toda a firmeza e convicção: “Olha bem e diz lá se isto não faz mesmo lembrar o Porto!”. Ela olhou para mim como quem olha para um ET e respondeu: “Faz, claro. Olha, aquilo ali até parece mesmo a Torre dos Clérigos…”.


sexta-feira, janeiro 19, 2007

;)

Eles pediram muito e eu não consegui dizer que não: escrevi os textos que acompanham as fotos da próxima exposição do marido da Xana. Estava um bocado receosa, mas eles adoraram! E também gostaram muito do meu empadão vegetariano, uma invenção que eu não tinha a certeza se resultaria. Ah, lembram-se do exame de domingo, do tal cursinho? Passei em todas as áreas! Parece que, além de boa amiga, boa escritora e boa cozinheira, sou também uma óptima aluna! Convencida é que eu não sou… nem um pouco.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

All I want you, to be true...

… I just wanna make love to you.

[O que me deixa verdadeiramente irritada é que, se eu fosse um gajo, a pergunta nem se punha…]

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Apresentando a nova colecção: "Não me lixem, que, quando é preciso, eu também sei ser mazinha!"

Olhou para mim com um misto de timidez e da arrogância que caracteriza os vinte e poucos. Sempre a sorrir, deu-me um beijo em cada face, enquanto dizia: “Finalmente conhecemo-nos. Sabes, eu sempre achei um bocado estúpido este clima de competição entre nós”. Encarei-a sem perceber e sem conseguir retribuir o sorriso, mas depois vi o ar comprometido dele, ali ao lado, e entendi tudo. Então pus também o meu melhor sorriso, olhei-a de alto a baixo e disse: “Competição?! Minha querida, nós nem sequer jogamos no mesmo campeonato”. Voltei-me para entrar no carro, mas o diabinho em cima do meu ombro direito não me deixou ir embora. Encarei-os novamente, aproximei-me dele, pus-lhe os braços à volta do pescoço e beijei-o lenta e demoradamente. Voltei a sorrir e entrei no carro, abri a janela e deixei-os com uma piscadela de olho e um: “Tenham um bom dia”.

terça-feira, janeiro 16, 2007

Perco boas oportunidades para estar calada...

No meu cursinho (eu sei que isto soa muito abrasileirado, mas “curso” ia dar uma ideia errada às pessoas), faz-se a chamada no início de cada sessão. Não que chumbemos por faltas, mas para nos irmos conhecendo uns aos outros. E, desde o início deste segundo nível, há uma tal de Tatiana Marlene que nunca apareceu. Eu sempre achei que ela fosse uma piada, algo inventado pela professora para tornar o ambiente mais divertido, ou qualquer coisa assim. Mas domingo era dia de exame intermédio e, na hora da chamada, surpresa!, lá estava a Tatiana Marlene, de carne, osso e dedo em riste! Todos olharam para ela, claro, mas eu fui a única que não conseguiu conter um “Ela existe mesmo!”, dito alto e bom som…

P.S.: Eu sei que tenho andado sem tempo nenhum para postar, e para vos visitar, e para responder aos vossos comentários, e tal, mas agora já podem parar de me enviar e-mails a insultar a minha querida mãezinha! :)

P.P.S.: E por falar em e-mails, ao anónimo que se deu ao trabalho de me enviar um a dizer que não tinha gostado do meu blog: Lamento. Mas está a ver aquela cruzinha ali no canto superior direito?... Problema resolvido! ;)

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Eu já vos tinha dito que gosto muito de publicidade, certo?

Ontem estive em Madrid a congelar. Mas, mesmo com tanto frio, o passeio a pé valeu a pena, pois permitiu-me ver um muppie com um anúncio giríssimo [de que só a descontracção dos espanhóis seria capaz]. O cartaz tinha a foto de uma garrafa de Trinaranjus e a seguinte inscrição:
"Gente, esta es la nueva botella de Trina.
Nueva botella, esta es la gente."

Não é simplesmente delicioso??? :)

terça-feira, janeiro 09, 2007

Dos amigos

A única amiga solteira que me restava vai casar-se...
Portanto, agora é oficial: sim, os meus amigos [aqueles com quem saio com frequência, com quem vou jantar fora, ao cinema, passear no fim-de-semana...] são todos homens.

P.S.: Claro que ela não vai deixar de ser minha amiga, tal como as outras que se casaram antes não deixaram, mas a disponibilidade nunca mais é a mesma.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Dislexia?

Às vezes eu quero dizer: "Oh, foda-se!". No entanto, sai-me: "Oh, meu Deus!". Claro que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas, estranhamente, eu costumo usar as duas frases nas mesmas situações.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Ora vamos lá ver:

Vocês assustaram-se por causa da onda de violência que se seguiu à execução do Saddam, no Iraque? Eu nem por isso. Mas ontem ouvi uma jornalista na televisão dizer que estávamos todos assustados e com medo. Quer dizer, os iraquianos deviam estar, mas nós? Por que é que eu iria gastar o meu medo com (mais uma) manifestação de violência lá na conchinchina? É por isso que não gosto de telejornais: eles generalizam mais do que eu.

P.S.: Desejo a todos um excelente ano, e espero que tenham feito uma óptima "passagem"! Eu por cá (agora parecia a Conceição Lino!) terminei 2006 com uma lesão na cervical, o que conduziu a uma catrefada de medicamentos e, consequentemente, a uma passagem de ano completamente sóbria. Não fosse o facto de mal me conseguir mexer, teria sido eleita o condutor 100% cool... Em compensação, entrei em 2007 com um colar cervical super-fashion, que mais ninguém tem igual. Roam-se de inveja! :Þ