quinta-feira, junho 28, 2007

segunda-feira, junho 25, 2007

Somos todos escorpiões?

A parábola:

O escorpião queria atravessar o rio e pediu ao sapo que o levasse.
- Eu, não, que tu mordes-me e matas-me.
O escorpião discordou:
- É claro que não! Pensa bem, se tu morreres, afogamo-nos os dois.
O sapo acreditou. Fazia sentido. Então pôs o escorpião às costas e começou a atravessar o rio. Ainda ia a meio quando sentiu a ferroada e, enquanto os dois se afogavam, perguntou:
- Mas escorpião, por que fizeste isso, mesmo sabendo que também ias morrer?
- É a minha natureza. - respondeu o escorpião, antes de descer para as profundezas.

O que é que vocês acham? Existe a natureza de cada um, contra a qual não se pode lutar, um padrão que repetimos a vida inteira, mesmo sabendo que não é certo ou que não vai nos ajudar em nada? Ou uma das coisas boas do ser humano é poder quebrar esse padrão?

P.S.: Deixo-vos a reflectir sobre o assunto enquanto vou ali a Paris num instantinho. Cá estarei na quinta-feira para conferir as opiniões. Até lá, já sabem: beijos e abraços!

P.P.S.: Já estou melhor. Obrigada a todos os que se deram ao trabalho de perguntar :)*

segunda-feira, junho 18, 2007

Trabalho a quanto obrigas (ou: Não me apetecia nada andar de avião)

Cansada de vomitar neste nosso cantinho à beira mal plantado, vou até ali poluir a Alemanha e já volto. Se calhar aproveito e compro umas sandálias. Ou meia dúzia... ;)
"Vemo-nos" sexta-feira.

Beijos e abraços.

quinta-feira, junho 14, 2007

Da velhice

Primeiro, fiz um passeio todo-o-terreno onde os meus braços entraram em contacto com uma planta qualquer que me provocou foto-sensibilidade. Quando me começaram a aparecer umas manchas estranhas, achei que tinha sido picada por algum bicho e, como as mangas me incomodavam, andei uma semana inteira de manga curta, ao sol... Ao fim dessa semana, como a coisa tinha cada vez pior aspecto, um amigo marcou-me consulta no dermatologista e obrigou-me a ir lá. O diagnóstico tem um nome estranho, mas a conclusão era: sol, nem pensar… Tarde piaram, claro, e agora tenho umas manchas horrorosas, tipo queimaduras solares, que não deverão desaparecer por si. Já tenho consulta marcada para Setembro, para umas sessões de laser que é suposto provocarem a despigmentação, ou pigmentação, ou lá o que é aquilo, enfim, que é suposto fazer com que o meu braço fique outra vez homogeneamente branco, lindo e maravilhoso, sem manchas castanhas.
Depois, no último domingo, passei a noite a vomitar. Na segunda tive que vir trabalhar e passei o dia enjoada, mal disposta e cheia de dores no corpo, mas sem vomitar. À noite, voltei a acordar para vomitar algumas vezes. Terça-feira, a mesma coisa: o dia enjoada, mas com a comida dentro do estômago, de madrugada, tudo para fora! Achei que tinha qualquer coisa a ver com os comprimidos de cortisona que tive que tomar por causa lá da outra cena do braço e fui aguentando. Ontem passei bem o dia, mas, à noite, a mesma coisa. Hoje era suposto ter apanhado um voo às 7:30, mas, às cinco da manhã, quando o despertador tocou, levantei-me para… vomitar, pois claro! Ainda tentei beber chá, e tal, mas não resultou. Naquele estado, a última coisa que me apetecia era meter num avião, por isso, não fui. E então, só porque a coisa começou a afectar o meu trabalho, resolvi ir ao médico. E eis senão quando o diagnóstico me espanta: excesso de trabalho. Diz a médica que, quando não paramos voluntariamente, o nosso corpo arranja maneira de nos parar. E que não posso esperar trabalhar entre 12 a 16 horas por dia, comer pouco e mal, e escapar impune. Ainda me mandou fazer uns exames, por descargo de consciência, mas diz que não tem dúvidas: só vomito à noite porque é quando o meu corpo descarrega o stress.
Para terminar, o gato (o Huskie, não sei se se lembram dele… o gato da minha irmã, que está outra vez de “férias” comigo por tempo indeterminado) ontem teve outro dos seus ataques enquanto dormia ao meu colo e, no meio de um pesadelo, ou coisa que o valha, deu-me uma dentada no braço com toda a força dos dentes dele. Tenho um hematoma roxo, horroroso, capaz de fazer pensar que sou vítima de violência doméstica (e neste caso até fui…).
Conclusão: ando há 15 dias a arrastar-me pelos cantos, cheia de comprimidos, e pomadas, e ligaduras, e tudo e tudo. E só consigo pensar: quando era nova, nada disto me acontecia…

quarta-feira, junho 06, 2007

Dos relacionamentos

O meu afilhado fez dez anos. E, no campo das relações, já bate a madrinha aos pontos: a namorada que esteve na festinha era a mesma do ano passado.

sexta-feira, junho 01, 2007