quarta-feira, janeiro 28, 2009

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Se a minha casa estivesse em chamas e eu só tivesse tempo de agarrar numa coisa antes de sair, o que é que salvava?

É esta pergunta que me anda a atormentar desde ontem, depois de uma troca de e-mails parva em que se debatia a questão. Ora, tivesse eu um gatinho, um cão, um periquito, um peixe ou outra bicheza qualquer, a questão estava resolvida e não pensava mais nisso. Mas, tratando-se de objectos…
O Misha, o leãozinho de peluche com quase trinta anos, único sobrevivente da “razia” à bonecada que vivia em cima do armário do quarto e que, recentemente, teve que ir habitar outras paragens para dar lugar a um armário mais alto?
A fotografia da Ana, a minha grande amiga, de quem tive que me despedir para sempre há quase dez anos e que, da sua moldura escura, sorri para mim mal abro a porta de casa?
A tela que a minha sobrinha pintou e me ofereceu no Natal, em que eu apareço a passear no campo, com uns cabelos aos caracóis que parecem bolas de gelado de chocolate?
Talvez. Sim, suponho que podia ser. Mas… são só coisas. Coisas que me são muito queridas, é verdade, mas, ainda assim, coisas. É oficial, sou uma desapegada: não me ocorre nenhum objecto sem o qual não conseguisse viver e que tivesse que salvar das chamas a qualquer custo. Por isso, se a minha casa algum dia estiver a arder – salvo seja! -, saio porta fora de mãos a abanar ou, instintivamente, apanho aquilo que estiver mais perto. As recordações verdadeiramente importantes guardo-as no coração.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Modernices

O meu microondas estragou-se. E sabem o que é mais triste do que o microondas se ter estragado? É chegar à conclusão que se quiser aquecer um copo de leite, tenho que o fazer num tacho. Yep. Verdadinha. Não há lá por casa nada que se pareça com uma cafeteira (leiteira...?), ou púcaro, ou coisa que o valha. Népia. Nicles. Três tachinhos, e olha lá.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Manuscrito

Computador, internet, e-mail, msn, skype, telemóvel, sms... É tudo muito bom, e prático, e facilitador, e tudo e tudo. Mas hoje apercebi-me que não sou capaz de reconhecer a letra da maioria dos meus amigos. E não acho bem.
Fiquei nostálgica. De dedicatórias nos cadernos. De recados na porta do frigorífico. De bilhetes clandestinos descobertos no bolso do casaco. De cartas em papel de cheiro. De letras de tamanhos e formas diferentes, sem nome, sem estilo, sem hifenização. De letras redondinhas e bonitas, que toda a gente consegue ler. De gatafunhos esquisitos, que só a custo se conseguem decifrar. De escrever e errar. De amarrotar a folha e deitar para o lixo. E escrever tudo outra vez.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Agora que...

...os Estados Unidos têm um presidente giro


...e o Benfica tem um treinador giro


Quero um destes meninos em S. Bento, já!

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Das coisas parvas que acontecem nos filmes

Na posse do carro da mãe, os malfeitores dirigem-se à escola para lhe raptar o filho. A mãe está ao telefone com a única pessoa que pode impedir o rapto, se conseguir chegar ao filho primeiro que os maus da fita. Grande stress, música a condizer, o herói a correr desalmadamente, de telefone na mão, pergunta à mãe, do outro lado da linha: “Qual é o seu carro?”.
E agora, para vocês, uma pergunta para queijinho: estão dezenas de carros estacionados à entrada da escola, o herói não conhece o filho dela, pelo que a única hipótese que tem de impedir o rapto é localizar o carro e não deixar que a criança entre nele. E então, à pergunta “Qual é o seu carro?”, a resposta que esta mãe lhe dá é:

a) Um Porsche Cayenne, preto, matrícula xx xx xxxx
b) Um SUV preto

Pois é… América, colégio de meninos ricos… Adivinhem lá quantos SUV pretos estavam estacionados à porta?
Senhores produtores: se a Porsche não quis pagar a publicidade, porque não puseram a senhora ao volante de um carro de outra marca que o fizesse?
Ou então fui eu que não percebi nada e, no fundo, a mãe queria mesmo era que lhe raptassem o filho.



P.S.: Por motivos técnicos, o e-mail deste blog foi alterado para sorrisosaosmolhos@gmail.com.
Se me enviaram algum e-mail desde quarta-feira passada, saibam que não lhe tive acesso. A má notícia é que perdi os vossos endereços todos, porque a forma (estúpida, eu sei) como os guardava era apenas não apagando as mensagens que me enviavam. Pode ser que um dia o outro e-mail (que continua a dar erro, sem explicação) decida voltar a funcionar e eu recupere isso tudo. Para já, a única solução é escreverem-me outra vez, para este e-mail novo - já actualizado no perfil. :)

sexta-feira, janeiro 16, 2009

A melhor maneira de parar um comboio

Ferreira Leite quer travar TGV

Com sorte, deita-se na linha...


P.S: Desde quarta-feira que não consigo aceder ao e-mail aqui da chafarica. Diz que é um problema temporário, mas já lá vão três dias... Vou-lhe dar o benefício da dúvida do fim-de-semana, antes de criar outro. Por isso, se tiverem coisas importantes (ou apenas parvas) para me dizer sem ser nos comentários, guardem para segunda, 'tá? Agradecida. Beijos e abraços :)*

terça-feira, janeiro 06, 2009

Se plágio não tivesse a premissa cronológica, eu processava-o:

«Bem podem procurar a "nova Amália". "Ela" chama-se Camané. Não é o género, não é a voz, é o cantar. É cada frase, cada verso. Como soa. Como toca cá dentro.»
[aqui]


P.S.: A médica diz que não me doem os rins. É a coluna. Marco Bellinni é que sabe.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

PDI

Desde sexta-feira que só consigo dormir com um saco de água quente nas costas. Verdade. Uma dor de rins insuportável. A juntar à tosse que não me larga há uns dois meses. É o Universo a lembrar-me que já não tenho 20 anos. Sim, porque mais humilhante do que entrar na farmácia e pedir um saco de água quente, acho que só quando lá tiver que ir comprar fraldas para a incontinência.