segunda-feira, outubro 02, 2006

Podemos fugir?*

Um dia, um mercador, em Bagdade, enviou o seu servo ao mercado para comprar mantimentos e o servo regressou quase a seguir, lívido e a tremer, e disse: “Senhor, estava no mercado e uma mulher chocou comigo e quando me virei vi que era a Morte. Ela olhou para mim e fez um gesto ameaçador. Empreste-me o seu cavalo e eu fugirei da cidade. Irei para Samarra e, aí, a Morte não me encontrará”. O mercador emprestou-lhe o cavalo, o servo montou-o e seguiu tão rápido quanto o cavalo podia galopar. Então, o mercador foi ele próprio comprar os mantimentos e lá encontrou a Morte. Reconheceu-a no meio da multidão, aproximou-se dela e perguntou-lhe: “Porque é que fizeste um gesto ameaçador ao meu servo, quando o viste esta manhã?”. E a Morte retorquiu: “Não era um gesto ameaçador, era apenas um sobressalto de surpresa. Estava espantada de o ver em Bagdade, quando tenho um encontro marcado com ele, esta noite, em Samarra”.
[Esta alegoria faz parte de um conto, cujo autor não me consigo lembrar]

*A morte é só um exemplo, claro. Refiro-me ao "destino" no geral. É que embora acredite no livre arbítrio e na capacidade de escolha, há determinadas coisas às quais, por mais que me esforce, não consigo escapar. Estão previamente definidas, ou sou eu que não me esforço o suficiente?

31 comentários:

GE disse...

Eu acho ques já estão definidas, é o que tem que ser. Acontecem por vezes coisas que por mais voltas que demos parecem que estavam á nossa espera.
Como eu costumo dizer o destino têm mta força, não quer dizer que não o tentemos contrariar, claro.
Bjinhos

Ana Sousa disse...

Ora aí está um dúvida "do caraças"!

Patrícia disse...

ou esforças-te demasiado;)??

Tiago Franco disse...

Não acredito no destino "escrito". Acredito que nós o traçamos no dia-a-dia.

Nelita disse...

se acreditarmos que o destino e uma consequancia dos nossos actos, e o seu proprio reflexo, temos nocao k por vezes nao fazemos opcao certa.
eu nao acredito no k tipicamente se chama de destino, mas....
bjitoooooooooo

trapezista disse...

...a mim não me faz sentido...de todo...então a da morte.... õ_O o natal e a morte são quando um homem quiser....e o resto.... :) *

Zuza disse...

podem perfeitamente ser as duas coisas em simultâneo :D

(e q tal amestardam?)

zeni disse...

Não sei que te diga, tenho a mesma dúvida...

Minerva McGonagall disse...

Às vezes também acho que isso é verdade, mas não me parece justo...

Elora disse...

Não faço ideia se podemos fugir, mas garanto-te que podemos tentar!

Xana disse...

O ambiente em que vivemos condiciona-nos, claro, mas se tivermos força para ultrapassar esses condicionalismos e preconceitos, podemos fugir do caminho onde tudo levava a crer que íamos parar. Nem pareces a mesma pessoa que está sempre a dizer-me que eu consigo tudo, basta acreditar... ;)

wings disse...

Não conhecia esas alegoria, mas está muito bem conseguida.
Quanto ao tema, eu acho que há coisas que não conseguimos mesmo evitar, não porque estejam previamente destinadas, mas porque estamos programados para que seja assim e não tivemos força suficiente, como bem diz a Xana, para ir contra essas programações.
Beijo doce, boneca.

Gorduchita disse...

Acho que não, que há coisas das quais não podemos fugir, mesmo que nos esforcemos muito!

SEAMOON disse...

hum...pertinente essa questão.
Eu pessoalmente nunca fui muito dessa teoria do destino estar marcado,e sempre dei muito valor ao que cada um faz para o correr da maneira melhor que pode e quer.
Mas tambem te digo se estiver marcado nunca mas nunca o vou querer saber,para mim seria baixar os braços e parar de lutar pelo que quero,para mim seria como morrer antecipadamente.
E as coisas más que nos chegam,e que nunca queremos,só tomam pior ou melhores porpoções de acordo com as nossas atitudes perante as mesmas.

No entanto tudo é dubio...tal como se pode ver em dois autores que respeito.

"Temos o destino que merecemos. O nosso destino está de acordo com os nossos méritos"
"Como Vejo o Mundo"
Autor: Einstein, Albert

"O destino conduz o que consente e arrasta o que resiste."
Autor: Séneca


bjs.

ps-cá para mim acho que o esforço deve sempre ser feito...pelo sim pelo não.ehhehe
bjs

marta disse...

Eu sou uma céptica e acredito que nós conseguimos mudar tudo. E que somos nós que construímos o nosso caminho. Seja porque nos esforçamos ou porque não fazemos grande coisa por isso. Mas eu tenho 24 anos! eheh

Xana disse...

Marta
Desculpa a intromissão, mas não posso deixar de fazer este "reparo": Se acreditas que conseguimos mudar tudo, não és céptica, és absolutamente crente.

Anónimo disse...

Arrisco o adágio popular: "o que tem de ser tem muita força!"

Bjs

pp disse...

Rosinha,
ou não te esforças...ou simplesmente não queres.
:)*

Teresa disse...

Ultimamente por aqui é só perguntas difíceis!! ;)

BlueAngel disse...

Pergunto-me o mesmo tantas e tantas vezes e tb ainda não encontrei resposta

P. disse...

"you can run but you can't hide":P
esta tretinha do destino ja me fez perder algum tempo..ha dias em que nao acredito, rejeito totalmente a sua existencia, e nao é que acontece sempre alguma coisa a tentar provar-me o contrário? se nao, porque é que encontrei o meu ex.namorado que ja n via ha meses, no dia seguinte a ele ter acabado c a namorada nova, na paragem de autocarro onde ambos apanhavamos o bus todos os dias? hum? coincidencia?

Ana disse...

Muito interessante o conto. E sim, acredito que em certas alturas não temos como mudar o nosso "destino". *

andorinha disse...

Acredito que nós construimos em grande medida o nosso destino.
Beijoca.

Anne Marie disse...

Ai..... duvidas..............

Beijinhos


aiiiiiiiiiiiiiiiii

romã disse...

I believe there is no such thing as destiny.

eumesma disse...

Olá

Acho que não é uma questão de estar previamente definido, acho é que que há coisas que por mais que nos esforcemos não conseguimos escapar, de facto...Batalha-se, batalha-se e "vai se cair sempre lá"...:-)
Esta questão é mto pertinente e dava de facto panos para mangas...

marta disse...

Xana,

sim, crente na força humana sem nenhuma ajuda transcendental. ;)

Maria Cunha disse...

Eu acho que tudo é uma questão geográfica... a de estar no sítio certo à hora certa...

Já agora o texto é de William Somerset Maugham.


Maria

Mia disse...

Adorei o conto!!! Quero mais!!! :)

elisa disse...

Não sei se acredito no destino. Há uma certa inevitabilidade nalguns acontecimentos, coincidências mas destino mesmo...não sei. Aliás nem sei, se isto seria bom ou mau.
beijos

Blue C. disse...

Olá. Epá! Um assunto daqueles que eu gosto!! Brian Weiss no seu livro "Divina Sabedoria dos Mestres" fala em pontos de destino. São os pontos-chave que a Alma escolhe antes de reencarnar no corpo físico. Esses pontos-chave são decisivos. É neles que o teu Livre Arbitrio funciona. Não interessa o que nos acontece, mas sim a forma como reagimos ao que nos acontece. isto é resumo... Beijinhos grandes