quarta-feira, fevereiro 11, 2009

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Se provas fossem precisas

A prova de que o trabalho não se estraga:
Eu fiz nada no fim-de-semana. E mereci cada minuto do nada que eu fiz.

A prova de que eu devia ter ido à escola:
“Eu fiz nada no fim-de-semana” ou “eu não fiz nada no fim-de-semana”?

A prova de que os viciados não têm classe social:
Em Marbella, num restaurante xpto com duas estrelas Michelin, havia, ao pé da porta que dava para a varanda, uma prateleira com mantinhas para o pessoal ir lá fora fumar.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

(tenho que ver se páro de ter conversas parvas com a Xana)

Há alturas em que, depois do sexo, eu não quero conversar, eu não quero carinho… eu quero é dormir. Ou beber uma cerveja.

Serei homem?

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Coisas nas quais nunca tinha pensado, mas, de facto, alguém tem que as fazer

Estrela-do-mar, Final feliz, Flash Dance, Deixa Beijar, La Boheme, Poema, Obsessão, Pó-de-arroz, Fetiche, Princesa, Serenata, Affair, Revolution…

Ora aí está um trabalho à minha medida: baptizar vernizes das unhas.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

...

Se a minha casa estivesse em chamas e eu só tivesse tempo de agarrar numa coisa antes de sair, o que é que salvava?

É esta pergunta que me anda a atormentar desde ontem, depois de uma troca de e-mails parva em que se debatia a questão. Ora, tivesse eu um gatinho, um cão, um periquito, um peixe ou outra bicheza qualquer, a questão estava resolvida e não pensava mais nisso. Mas, tratando-se de objectos…
O Misha, o leãozinho de peluche com quase trinta anos, único sobrevivente da “razia” à bonecada que vivia em cima do armário do quarto e que, recentemente, teve que ir habitar outras paragens para dar lugar a um armário mais alto?
A fotografia da Ana, a minha grande amiga, de quem tive que me despedir para sempre há quase dez anos e que, da sua moldura escura, sorri para mim mal abro a porta de casa?
A tela que a minha sobrinha pintou e me ofereceu no Natal, em que eu apareço a passear no campo, com uns cabelos aos caracóis que parecem bolas de gelado de chocolate?
Talvez. Sim, suponho que podia ser. Mas… são só coisas. Coisas que me são muito queridas, é verdade, mas, ainda assim, coisas. É oficial, sou uma desapegada: não me ocorre nenhum objecto sem o qual não conseguisse viver e que tivesse que salvar das chamas a qualquer custo. Por isso, se a minha casa algum dia estiver a arder – salvo seja! -, saio porta fora de mãos a abanar ou, instintivamente, apanho aquilo que estiver mais perto. As recordações verdadeiramente importantes guardo-as no coração.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Modernices

O meu microondas estragou-se. E sabem o que é mais triste do que o microondas se ter estragado? É chegar à conclusão que se quiser aquecer um copo de leite, tenho que o fazer num tacho. Yep. Verdadinha. Não há lá por casa nada que se pareça com uma cafeteira (leiteira...?), ou púcaro, ou coisa que o valha. Népia. Nicles. Três tachinhos, e olha lá.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Manuscrito

Computador, internet, e-mail, msn, skype, telemóvel, sms... É tudo muito bom, e prático, e facilitador, e tudo e tudo. Mas hoje apercebi-me que não sou capaz de reconhecer a letra da maioria dos meus amigos. E não acho bem.
Fiquei nostálgica. De dedicatórias nos cadernos. De recados na porta do frigorífico. De bilhetes clandestinos descobertos no bolso do casaco. De cartas em papel de cheiro. De letras de tamanhos e formas diferentes, sem nome, sem estilo, sem hifenização. De letras redondinhas e bonitas, que toda a gente consegue ler. De gatafunhos esquisitos, que só a custo se conseguem decifrar. De escrever e errar. De amarrotar a folha e deitar para o lixo. E escrever tudo outra vez.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Agora que...

...os Estados Unidos têm um presidente giro


...e o Benfica tem um treinador giro


Quero um destes meninos em S. Bento, já!

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Das coisas parvas que acontecem nos filmes

Na posse do carro da mãe, os malfeitores dirigem-se à escola para lhe raptar o filho. A mãe está ao telefone com a única pessoa que pode impedir o rapto, se conseguir chegar ao filho primeiro que os maus da fita. Grande stress, música a condizer, o herói a correr desalmadamente, de telefone na mão, pergunta à mãe, do outro lado da linha: “Qual é o seu carro?”.
E agora, para vocês, uma pergunta para queijinho: estão dezenas de carros estacionados à entrada da escola, o herói não conhece o filho dela, pelo que a única hipótese que tem de impedir o rapto é localizar o carro e não deixar que a criança entre nele. E então, à pergunta “Qual é o seu carro?”, a resposta que esta mãe lhe dá é:

a) Um Porsche Cayenne, preto, matrícula xx xx xxxx
b) Um SUV preto

Pois é… América, colégio de meninos ricos… Adivinhem lá quantos SUV pretos estavam estacionados à porta?
Senhores produtores: se a Porsche não quis pagar a publicidade, porque não puseram a senhora ao volante de um carro de outra marca que o fizesse?
Ou então fui eu que não percebi nada e, no fundo, a mãe queria mesmo era que lhe raptassem o filho.



P.S.: Por motivos técnicos, o e-mail deste blog foi alterado para sorrisosaosmolhos@gmail.com.
Se me enviaram algum e-mail desde quarta-feira passada, saibam que não lhe tive acesso. A má notícia é que perdi os vossos endereços todos, porque a forma (estúpida, eu sei) como os guardava era apenas não apagando as mensagens que me enviavam. Pode ser que um dia o outro e-mail (que continua a dar erro, sem explicação) decida voltar a funcionar e eu recupere isso tudo. Para já, a única solução é escreverem-me outra vez, para este e-mail novo - já actualizado no perfil. :)

sexta-feira, janeiro 16, 2009

A melhor maneira de parar um comboio

Ferreira Leite quer travar TGV

Com sorte, deita-se na linha...


P.S: Desde quarta-feira que não consigo aceder ao e-mail aqui da chafarica. Diz que é um problema temporário, mas já lá vão três dias... Vou-lhe dar o benefício da dúvida do fim-de-semana, antes de criar outro. Por isso, se tiverem coisas importantes (ou apenas parvas) para me dizer sem ser nos comentários, guardem para segunda, 'tá? Agradecida. Beijos e abraços :)*

quarta-feira, janeiro 14, 2009

terça-feira, janeiro 13, 2009

terça-feira, janeiro 06, 2009

Se plágio não tivesse a premissa cronológica, eu processava-o:

«Bem podem procurar a "nova Amália". "Ela" chama-se Camané. Não é o género, não é a voz, é o cantar. É cada frase, cada verso. Como soa. Como toca cá dentro.»
[aqui]


P.S.: A médica diz que não me doem os rins. É a coluna. Marco Bellinni é que sabe.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

PDI

Desde sexta-feira que só consigo dormir com um saco de água quente nas costas. Verdade. Uma dor de rins insuportável. A juntar à tosse que não me larga há uns dois meses. É o Universo a lembrar-me que já não tenho 20 anos. Sim, porque mais humilhante do que entrar na farmácia e pedir um saco de água quente, acho que só quando lá tiver que ir comprar fraldas para a incontinência.

terça-feira, dezembro 30, 2008

Dos tamanhos

Percebes que a tua roupa era realmente muito curta quando entregas um vestido na lavandaria e a menina do balcão cobra-te a lavagem de uma blusa.

Adenda do dia 31: Divirtam-se muito esta noite e, já sabem, se beberem não conduzam... a melhor maneira de entrar no ano novo é vivinhos da silva. Façam o favor de ser felizes em 2009.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Feliz Natal!

Muitos beijinhos, miminhos e abraços apertadinhos. *






*Se quiserem febre, tosse e dores, também se arranja.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Modo off

Esta semana pude verificar, empiricamente, a tal hipótese de que a ignorância tem relação directa com a felicidade. Alheia às fraudes de Madoff, à candidatura de Santana Lopes e à polémica sobre o sapato que - infelizmente - não acertou na cabeça do Bush, lá onde Milão começa (e ao mesmo tempo sem Milão muito por perto, até onde isso for possível - mas, acreditem, é um pouco possível), só pude reflectir sobre insignificâncias. E que bom que foi.

terça-feira, dezembro 09, 2008

sexta-feira, dezembro 05, 2008

terça-feira, dezembro 02, 2008

...

Interrompemos a programação normal deste blog nos últimos dias (trabalho, trabalho, trabalho; chatices, chatices, chatices) para uma pequena nota:

A Xana acabou de me enviar um e-mail com a notícia da sua última aquisição: estas botinhas Gucci.


Agora respondam rápido: qual dos sete pecados mortais me corrói as entranhas neste momento?

sexta-feira, novembro 21, 2008

Apresentando a nova colecção: "Diz que pensar dá jeito"

To make a long story short:
Fui à drogaria lá ao pé de casa e pedi um produto para tirar umas pintas de humidade no tecto da cozinha. O senhor sugeriu-me pulverizar com lixívia forte, vendeu-me a dita e um frasco pulverizador. E eu assim fiz. Abri as janelas, empoleirei-me no escadote e pimba!, lixívia nas pintas. Desapareceu tudo, uma maravilha. Mas do que é que eu me esqueci, perguntam vocês? De um pormenorzinho sem a mínima importância: a lei da gravidade. Assim, ao longo da semana tenho estado, pouco a pouco, a aperceber-me da maravilhosa descoberta de Newton: lixívia no telemóvel que estava em cima do frasco do esparguete, lixívia na mala que estava em cima do desumidificador, lixívia no avental pendurado na parede…
Não tarda nada faço anos. E o Natal também está aí à porta. Quem não souber o que me oferecer, aqui está: cérebro, precisa-se.

quinta-feira, novembro 20, 2008

Sexiest man alive

E por mim... tudo bem!

2008
Os vencedores anteriores [por ordem, desde o primeiro, em 1985; em 1993 e 1994, a People não elegeu o Sexiest Man Alive - não sei porquê!].









P.S.: Rapazes, eu prometo algo, para breve, tendo em conta o vosso "target"... ;)

quarta-feira, novembro 19, 2008

Pintado de fresco

"Manda-me um sms quando saíres da manicura" é daqueles pedidos que só um homem é capaz de fazer.


terça-feira, novembro 18, 2008

Parabéns!!

Apaga hoje as 80 velas. Não parece nada, eu sei, mas há "gente" assim, por quem os anos não passam.
Como eu, apesar de um tanto ou quanto velha e acabada, ainda estou buéééé longe dos 80, não conheci um mundo sem Mickey, pelo que tenho dificuldade em imaginar o mundo sem ele. Sorte que os desenhos animados são assim, eternos.
E, por mais que a indústria se esforce, não há cá João Ratão, Topo Gigio ou Ratatui (sim, eu sei que este não é o nome da personagem, mas nunca consigo lembrar-me e, para o efeito, serve) que roubem o lugar ao rato mais fofinho do imaginário infantil.
Happy birthday, Mickey!


sexta-feira, novembro 14, 2008

Da crise*

0
Já todos nos tínhamos espantado por “sexo” não constar na lista dos dez termos mais procurados pelos portugueses na internet no ano passado, sendo que em 2006 ocupava a primeira posição. Mas uma revelação maior chegou-me agora do Brasil: imediatamente antes de “sexo”, a expressão mais procurada foi “receita federal”. É, amigos, a crise chega a todos, de tal forma que agora os brasileiros, antes de foder, querem saber o quanto estão fodidos.

* ou "Quando a uma gripe se junta uma enxaqueca"

quarta-feira, novembro 12, 2008

A falha de Moisés

Tenho a certeza que o décimo primeiro mandamento dizia: "não estarás duas horas na rua, ao sol e ao frio, em pé, a ouvir lições de como usar uma câmara de filmar, quando estás com uma gripe que te deixa o corpo todo dorido e o cérebro sem capacidade de absorver informações novas".

segunda-feira, novembro 10, 2008

A sinceridade compensa.

Em Languedoc, no sul de França, os produtores aproveitaram a má fama dos seus vinhos para criar o "Le Vin de Merde".
Grande novidade. Nós, portugueses, também temos esse vinho, só que os nossos produtores não foram tão honestos e deram-lhe (muitos) outros nomes.






sexta-feira, novembro 07, 2008

O Reynaldo Gianecchini...

... despiu-se para mim.

E entretanto acordei? Não, eu não estava a sonhar. E não, também não bati com a cabeça em lado nenhum. Porque o Sorrisos não é egoísta, e porque eu gosto de ver as minhas leitoras (e leitores gay) felizes, ora espreitem aqui. E vão clicando na foto.

Quem é amiga, quem é?

terça-feira, novembro 04, 2008

E a maluca sou eu?

A Carla, a falar para ela própria enquanto, de nariz enfiado no armário, procurava uma revista que estava a precisar: "As revistas deviam ser como os cães: a gente chamava e elas vinham"...

A conviver com gente assim, como é que vocês querem que eu seja minimanente normal?!

sexta-feira, outubro 31, 2008

No ar

Hoje ouvi, na Radar, uma versão do "Bem bom", das Doce, cantada pelo Rui Reininho. Medo. Muito medo.

quinta-feira, outubro 30, 2008

Está tudo explicado.

Sempre que passo por um carro de uma escola de condução, é uma mulher que vai ao volante, na posição de instruendo. Conclusão: os homens não tiram a carta, ela é-lhes distribuída de uma forma qualquer que nós, mulheres, desconhecemos. Na fila dos bilhetes para o Benfica-Sporting, nas casas de banho dos centros comerciais, nos clubes de strip ou nos pacotes de Cheerios Mel e Amêndoas, não sei. Mas lá que não têm aulas, não têm. E o resultado está à vista, nos números da sinistralidade.

terça-feira, outubro 28, 2008

Como diz que disse?

A comunicação não é (só) aquilo que nós falamos, mas (também) o que os outros entendem. O problema é que há uma tendência na minha vida para as pessoas me entenderem errado quando eu quero dizer a coisa certa. Principalmente as pessoas do sexo oposto. Homens e mulheres falam línguas diferentes, não é novidade para ninguém. Sugiro, portanto, a bem das relações inter-pessoais, que a empresa que cria aquelas coisas fantásticas-e-extraordinárias-sem-as-quais-nenhum-de-nós-conseguia-viver que se vendem nas televendas, ou TV-shop, ou lá o que é aquilo, invente urgentemente um tradutor Vénus-Marte para ver se o ruído diminui e as coisas se descomplicam. Agradecida.

sexta-feira, outubro 24, 2008

Hoje estou com a sensação que perdi o comboio

«Atenção, senhora passageira, o dia já vai quase nas 20 horas e você, apesar de não ter parado quieta, não fez nem metade daquilo que precisava. Informamos que o próximo dia novinho em folha, com direito a pessoas que a atendam do outro lado do telefone, e que lhe respondam aos e-mails, e lhe mandem as fotos e as informações que lhe fazem falta, só chega na segunda-feira. Aconselhamo-la a comprar já o bilhete e a certificar-se de que apanha mesmo esse dia, talvez sentando-se sossegada à espera, em vez de andar por aí a fazer mil e uma coisas e depois chegar esbaforida à estação, com tempo apenas de o ver partir. Obrigado.»

segunda-feira, outubro 20, 2008

Filosofando*

*ou "Dos boatos"
ou ainda "Há gente muito mesquinha e muito desocupada"

Preocupo-me imenso com a minha consciência e quase zero com a minha reputação. A minha consciência é o que eu sou, enquanto a minha reputação é o que os outros pensam que eu sou. E o que os outros pensam, with all due respect, é problema deles.

sexta-feira, outubro 17, 2008

Enquanto isso, numa galáxia muito distante...

Dizem que a vida é feita de escolhas, mas está visto que eu não sou lá muito boa nisso, pois em vez de escolher, acumulei. Acumulei cargos, funções e trabalho. Muito trabalho.
E, posto isto, o que é que eu estou a fazer enquanto fecho mais uma revista e preparo outras duas para fechar em menos de um mês, perguntam vocês? Organizo um projecto novo, claro, que quero ver se consigo que seja aprovado a tempo de começar no início do próximo ano, para ter... mais trabalho.
O quê? Quando é que eu ganho juízo? Ãh... pois... acho que ainda não é em 2009.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Volta Monica Lewinsky, estás perdoada.

A notícia não é nova, mas só agora é que chegou ao meu conhecimento, através de um daqueles e-mails que já vêm com mil e um “FW”. Vai daí, até é provável que vocês também o tenham recebido. Adiante. Parece que um tribunal de Chicago chegou à brilhante conclusão de que "Usar esperma para engravidar sem autorização do homem não caracteriza roubo, porque, uma vez ejaculado, o esperma torna-se propriedade da mulher”. Tudo porque um médico processou uma colega com quem manteve um relacionamento breve já há uns anos por danos morais, roubo e fraude, ao descobrir – quando ela interpôs uma acção a exigir pensão de alimentos – que ela tinha um filho seu. Segundo ele, durante esse breve relacionamento os dois fizeram sexo oral por três vezes, mas nunca houve penetração, pelo que acusa a colega de “traição calculada”, uma vez que esta teria guardado o sémen depois de fazerem sexo oral e, depois, utilizou-o para engravidar.

Ora eu nem sei se tal coisa é possível, mas, ainda assim, há uma pergunta que fica no ar e que não resisto a fazer às meninas que visitam aqui o estaminé: vocês cospem, engolem, ou… guardam no tubo de ensaio?

segunda-feira, outubro 13, 2008

TV

Um bocadinho de sentido do ridículo é constrangimento garantido frente à televisão. A Teresa Guilherme costuma fazer-me levar as mãos ao rosto com frequência, mas desconfio que um novo recorde foi batido nos três minutos que vi de “Momento da verdade”. Por que não mudei de canal logo ao fim de 10 segundos? Nem sei, acho que houve qualquer coisa no cenário que me atraiu.

quinta-feira, outubro 09, 2008

Iúúúú-úú!

Pois é, aqui estou eu, viva e tal. Desculpem a ausência, mas nem dá para tentar explicar como foi a minha última semana. Agora a coisa acalmou um bocadinho - não muito, claro, que é para não perder o hábito e o ritmo - mas, pelo menos, já consigo parar para respirar fundo. Ontem até fui ao cinema, vejam lá a loucura!! (By the way, ide ver o Destruir depois de ler, ide.)
Adiante. Vim contar-vos uma cena esquisita de sexta-feira passada (eu sei, eu sei... mas não deu mesmo para escrever nada antes). Saí da redacção tarde e más horas, claro, e, além do excesso de trabalho, a semana tinha sido psicologicamente penosa, com situações difíceis de gerir em termos de relacionamentos pessoais (pessoais, mas no sentido laboral da coisa). Conclusão: nem sei bem explicar porquê, mas o facto é que mal me sentei no carro comecei a chorar e só parei quando cheguei à porta de casa. Nervos, stress, tensão acumulada... whatever! Vai daí, não me apetecia muito entrar em casa e sentar-me em frente á televisão; precisava de abraços e mimos. Como o suspeito do costume não me atendeu o telefone, liguei a um amigo muito fofinho, que tem uma mulher igualmente fofinha, que não se importou nada que ele tirasse uma horinha para me dar atenção (eu só precisava de um abraço e depois queria mais era dormir). E lá fomos, a um bar calmo e simpático, comer uma tosta e beber um sumo. E foi então que a cena esquisita aconteceu - confessem, já se tinham esquecido que eu tinha uma cena esquisita para contar! Aqui vai:
O empregado do balcão tinha, certamente, dois empregos, sendo que aquele devia ser um part-time nocturno e o principal era, i'm pretty sure, num concessionário auto. Naquele momento, o coitado já tinha saído da concessão, mas o cérebro ainda não tinha feito a transição, de tal forma a sua linguagem era estranha. Juro que, a determinada altura, estava à espera que ele se virasse para mim e dissesse: “A senhora tem que experimentar este sumo de ananás. Está novinho em folha, nunca foi bebido por outra pessoa. O ananás chegou ontem, directamente da fábrica. E a senhora está com sorte, porque eu não queria oferecer este sumo a ninguém, tinha pensado em ficar com ele para mim, mas a senhora tem cara de boa pessoa, habituada às coisas boas da vida, e eu percebi que quer um sumo de qualidade, um sumo sem problemas, um sumo… de garagem".
Foi muito esquisito, mas serviu para animar a minha noite! Et voilá, aqui está um testamento, para compensar a semana de ausência. Ou então sou eu, que, depois das dezenas de milhar de caracteres que debitei nos últimos dias, já não sei escrever pouco ;)

quinta-feira, outubro 02, 2008

Vamos a casa, orçamentos grátis

Se alguém conhecer uma esteticista que faça serviços ao domicílio, passe-me o contacto, ó faxavôr. Quer dizer, não é bem ao domicílio, é mais ao local de trabalho. O que eu preciso é de alguém que se desloque à minha redacção e, enquanto eu continuo a debitar caracteres como se não houvesse amanhã, me vá arrancando pêlos dos sítios mais variados.
Este meu aprisionamento laboral começa a deixar-me parecida com o abominável homem das neves.