Slumdog millionaire ou football millionaire?
(Dev Patel e Di Maria)
Sou só eu que, quando ouço isto:
If you change your mind, I'm the first in line
Honey I'm still free
Take a chance on me
If you need me, let me know, gonna be around
If you've got no place to go, if you're feeling down
Começo a cantar isto:
Atenção amigos, o cuidado é pouco
A rainha má
Tem um génio louco
Se ela sabe que eu, agora, ando cá por fora
Não tarda aí já, a rainha má
E quando ouço isto:
Money, money, money
Must be funny
In the rich man’s world
Money, money, money
Always sunny
In the rich man’s world
Aha-ahaaa
All the things I could do
If I had a little money
Its a rich man’s world
Canto isto:
Que é isto, que é isto
Tão comprido
Está o meu nariz
Meu nariz, está visto
Está parecido
Com um pau de giz
Aha-ahaaa
Somos nós quem to diz
Ouve, não mintas Pinóquio
Olha o teu nariz
?
Por favor, alguém me diga que também se lembra. Porque eu já andei à procura no Google e não encontrei nada. Preciso que confirmem a minha sanidade mental.
Adenda das 12:28: Vocês não me estão a perceber. Eu não inventei estas letras. Faziam parte de um programa qualquer da minha infância, cujo nome eu não me lembro, mas em que, parece-me óbvio, se "viviam" as histórias tradicionais. E agora, com esta "Mama-mia-abba-mania" que praí anda, pimba!, estão sempre a pipocar no meu cérebro. O problema é que não só não encontro mais ninguém à minha volta que se lembre, como não descubro qualquer referência à coisa na net. Resumindo: EU SEI QUE NÃO ESTOU MALUCA, mas preciso de encontrar provas disso... :)
Adenda das 15:53: Graças à Susana, encontrei as provas! Obrigada!
Há dias em que me sinto uma camisola de lã velha, cheia de borbotos.
Em média, um ser humano passa duas semanas da sua vida à espera que as luzes dos semáforos fiquem verdes.
Mas desta vez apenas o beijo romântico.
Usa 34 músculos faciais, queima 26 calorias por minuto e cada um envolve a troca de 9 miligramas de água, 0.7 miligramas de proteína, 0.18 miligramas de matéria orgânica, 0.71 miligramas de gordura, 0.45 miligramas de sal e 278 tipos de bactérias. O beijo verdadeiramente apaixonado aumenta o ritmo cardíaco para as 100 batidas por minuto e eleva tanto os níveis hormonais que, alegadamente, encurta a vida em cerca de um minuto.
As suas origens, no entanto, não são lá muito românticas. Os antropologistas ainda se dividem sobre se é um comportamento aprendido ou instintivo. Uma teoria é a de que terá começado como um ritual primitivo para ajudar na selecção do parceiro. Outra é de que nasceu da necessidade: as mães das cavernas, sem uma varinha Philips por perto, mastigavam a comida antes de a colocarem na boca dos bebés, com as suas línguas.
No século XVI, em Nápoles, o beijo em público era uma ofensa que acarretava a pena de morte, e, já no século XX, na Espanha de Franco, ainda valia pena de prisão. No Indiana existiu uma lei que impedia os homens de bigode de beijarem, presume-se que por uma questão de higiene. E, a propósito de higiene, diz-se que, no tempo das cortes, os apaixonados davam uma dentada numa maçã antes de unirem os lábios, para “amaciar” o hálito. Agora que penso nisso, beijar antes da era da pasta de dentes é algo que, de facto, agradeço não ter vivido.
A prova de que o trabalho não se estraga:
Eu fiz nada no fim-de-semana. E mereci cada minuto do nada que eu fiz.
A prova de que eu devia ter ido à escola:
“Eu fiz nada no fim-de-semana” ou “eu não fiz nada no fim-de-semana”?
A prova de que os viciados não têm classe social:
Em Marbella, num restaurante xpto com duas estrelas Michelin, havia, ao pé da porta que dava para a varanda, uma prateleira com mantinhas para o pessoal ir lá fora fumar.
Há alturas em que, depois do sexo, eu não quero conversar, eu não quero carinho… eu quero é dormir. Ou beber uma cerveja.Serei homem?
Estrela-do-mar, Final feliz, Flash Dance, Deixa Beijar, La Boheme, Poema, Obsessão, Pó-de-arroz, Fetiche, Princesa, Serenata, Affair, Revolution…
Ora aí está um trabalho à minha medida: baptizar vernizes das unhas.
Se a minha casa estivesse em chamas e eu só tivesse tempo de agarrar numa coisa antes de sair, o que é que salvava?
É esta pergunta que me anda a atormentar desde ontem, depois de uma troca de e-mails parva em que se debatia a questão. Ora, tivesse eu um gatinho, um cão, um periquito, um peixe ou outra bicheza qualquer, a questão estava resolvida e não pensava mais nisso. Mas, tratando-se de objectos…
O Misha, o leãozinho de peluche com quase trinta anos, único sobrevivente da “razia” à bonecada que vivia em cima do armário do quarto e que, recentemente, teve que ir habitar outras paragens para dar lugar a um armário mais alto?
A fotografia da Ana, a minha grande amiga, de quem tive que me despedir para sempre há quase dez anos e que, da sua moldura escura, sorri para mim mal abro a porta de casa?
A tela que a minha sobrinha pintou e me ofereceu no Natal, em que eu apareço a passear no campo, com uns cabelos aos caracóis que parecem bolas de gelado de chocolate?
Talvez. Sim, suponho que podia ser. Mas… são só coisas. Coisas que me são muito queridas, é verdade, mas, ainda assim, coisas. É oficial, sou uma desapegada: não me ocorre nenhum objecto sem o qual não conseguisse viver e que tivesse que salvar das chamas a qualquer custo. Por isso, se a minha casa algum dia estiver a arder – salvo seja! -, saio porta fora de mãos a abanar ou, instintivamente, apanho aquilo que estiver mais perto. As recordações verdadeiramente importantes guardo-as no coração.
O meu microondas estragou-se. E sabem o que é mais triste do que o microondas se ter estragado? É chegar à conclusão que se quiser aquecer um copo de leite, tenho que o fazer num tacho. Yep. Verdadinha. Não há lá por casa nada que se pareça com uma cafeteira (leiteira...?), ou púcaro, ou coisa que o valha. Népia. Nicles. Três tachinhos, e olha lá.
Computador, internet, e-mail, msn, skype, telemóvel, sms... É tudo muito bom, e prático, e facilitador, e tudo e tudo. Mas hoje apercebi-me que não sou capaz de reconhecer a letra da maioria dos meus amigos. E não acho bem.Fiquei nostálgica. De dedicatórias nos cadernos. De recados na porta do frigorífico. De bilhetes clandestinos descobertos no bolso do casaco. De cartas em papel de cheiro. De letras de tamanhos e formas diferentes, sem nome, sem estilo, sem hifenização. De letras redondinhas e bonitas, que toda a gente consegue ler. De gatafunhos esquisitos, que só a custo se conseguem decifrar. De escrever e errar. De amarrotar a folha e deitar para o lixo. E escrever tudo outra vez.
...os Estados Unidos têm um presidente giro
...e o Benfica tem um treinador giro
Quero um destes meninos em S. Bento, já!
...farta de chuva.
Na posse do carro da mãe, os malfeitores dirigem-se à escola para lhe raptar o filho. A mãe está ao telefone com a única pessoa que pode impedir o rapto, se conseguir chegar ao filho primeiro que os maus da fita. Grande stress, música a condizer, o herói a correr desalmadamente, de telefone na mão, pergunta à mãe, do outro lado da linha: “Qual é o seu carro?”.
E agora, para vocês, uma pergunta para queijinho: estão dezenas de carros estacionados à entrada da escola, o herói não conhece o filho dela, pelo que a única hipótese que tem de impedir o rapto é localizar o carro e não deixar que a criança entre nele. E então, à pergunta “Qual é o seu carro?”, a resposta que esta mãe lhe dá é:
a) Um Porsche Cayenne, preto, matrícula xx xx xxxx
b) Um SUV preto
Pois é… América, colégio de meninos ricos… Adivinhem lá quantos SUV pretos estavam estacionados à porta?
Senhores produtores: se a Porsche não quis pagar a publicidade, porque não puseram a senhora ao volante de um carro de outra marca que o fizesse?
Ou então fui eu que não percebi nada e, no fundo, a mãe queria mesmo era que lhe raptassem o filho. P.S.: Por motivos técnicos, o e-mail deste blog foi alterado para sorrisosaosmolhos@gmail.com.Se me enviaram algum e-mail desde quarta-feira passada, saibam que não lhe tive acesso. A má notícia é que perdi os vossos endereços todos, porque a forma (estúpida, eu sei) como os guardava era apenas não apagando as mensagens que me enviavam. Pode ser que um dia o outro e-mail (que continua a dar erro, sem explicação) decida voltar a funcionar e eu recupere isso tudo. Para já, a única solução é escreverem-me outra vez, para este e-mail novo - já actualizado no perfil. :)
Ferreira Leite quer travar TGVCom sorte, deita-se na linha...P.S: Desde quarta-feira que não consigo aceder ao e-mail aqui da chafarica. Diz que é um problema temporário, mas já lá vão três dias... Vou-lhe dar o benefício da dúvida do fim-de-semana, antes de criar outro. Por isso, se tiverem coisas importantes (ou apenas parvas) para me dizer sem ser nos comentários, guardem para segunda, 'tá? Agradecida. Beijos e abraços :)*
... não é um jogo muito popular entre os camaleões.
Humm... Se calhar, não.
«Bem podem procurar a "nova Amália". "Ela" chama-se Camané. Não é o género, não é a voz, é o cantar. É cada frase, cada verso. Como soa. Como toca cá dentro.»[aqui]P.S.: A médica diz que não me doem os rins. É a coluna. Marco Bellinni é que sabe.