sexta-feira, outubro 31, 2008

No ar

Hoje ouvi, na Radar, uma versão do "Bem bom", das Doce, cantada pelo Rui Reininho. Medo. Muito medo.

quinta-feira, outubro 30, 2008

Está tudo explicado.

Sempre que passo por um carro de uma escola de condução, é uma mulher que vai ao volante, na posição de instruendo. Conclusão: os homens não tiram a carta, ela é-lhes distribuída de uma forma qualquer que nós, mulheres, desconhecemos. Na fila dos bilhetes para o Benfica-Sporting, nas casas de banho dos centros comerciais, nos clubes de strip ou nos pacotes de Cheerios Mel e Amêndoas, não sei. Mas lá que não têm aulas, não têm. E o resultado está à vista, nos números da sinistralidade.

terça-feira, outubro 28, 2008

Como diz que disse?

A comunicação não é (só) aquilo que nós falamos, mas (também) o que os outros entendem. O problema é que há uma tendência na minha vida para as pessoas me entenderem errado quando eu quero dizer a coisa certa. Principalmente as pessoas do sexo oposto. Homens e mulheres falam línguas diferentes, não é novidade para ninguém. Sugiro, portanto, a bem das relações inter-pessoais, que a empresa que cria aquelas coisas fantásticas-e-extraordinárias-sem-as-quais-nenhum-de-nós-conseguia-viver que se vendem nas televendas, ou TV-shop, ou lá o que é aquilo, invente urgentemente um tradutor Vénus-Marte para ver se o ruído diminui e as coisas se descomplicam. Agradecida.

sexta-feira, outubro 24, 2008

Hoje estou com a sensação que perdi o comboio

«Atenção, senhora passageira, o dia já vai quase nas 20 horas e você, apesar de não ter parado quieta, não fez nem metade daquilo que precisava. Informamos que o próximo dia novinho em folha, com direito a pessoas que a atendam do outro lado do telefone, e que lhe respondam aos e-mails, e lhe mandem as fotos e as informações que lhe fazem falta, só chega na segunda-feira. Aconselhamo-la a comprar já o bilhete e a certificar-se de que apanha mesmo esse dia, talvez sentando-se sossegada à espera, em vez de andar por aí a fazer mil e uma coisas e depois chegar esbaforida à estação, com tempo apenas de o ver partir. Obrigado.»

segunda-feira, outubro 20, 2008

Filosofando*

*ou "Dos boatos"
ou ainda "Há gente muito mesquinha e muito desocupada"

Preocupo-me imenso com a minha consciência e quase zero com a minha reputação. A minha consciência é o que eu sou, enquanto a minha reputação é o que os outros pensam que eu sou. E o que os outros pensam, with all due respect, é problema deles.

sexta-feira, outubro 17, 2008

Enquanto isso, numa galáxia muito distante...

Dizem que a vida é feita de escolhas, mas está visto que eu não sou lá muito boa nisso, pois em vez de escolher, acumulei. Acumulei cargos, funções e trabalho. Muito trabalho.
E, posto isto, o que é que eu estou a fazer enquanto fecho mais uma revista e preparo outras duas para fechar em menos de um mês, perguntam vocês? Organizo um projecto novo, claro, que quero ver se consigo que seja aprovado a tempo de começar no início do próximo ano, para ter... mais trabalho.
O quê? Quando é que eu ganho juízo? Ãh... pois... acho que ainda não é em 2009.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Volta Monica Lewinsky, estás perdoada.

A notícia não é nova, mas só agora é que chegou ao meu conhecimento, através de um daqueles e-mails que já vêm com mil e um “FW”. Vai daí, até é provável que vocês também o tenham recebido. Adiante. Parece que um tribunal de Chicago chegou à brilhante conclusão de que "Usar esperma para engravidar sem autorização do homem não caracteriza roubo, porque, uma vez ejaculado, o esperma torna-se propriedade da mulher”. Tudo porque um médico processou uma colega com quem manteve um relacionamento breve já há uns anos por danos morais, roubo e fraude, ao descobrir – quando ela interpôs uma acção a exigir pensão de alimentos – que ela tinha um filho seu. Segundo ele, durante esse breve relacionamento os dois fizeram sexo oral por três vezes, mas nunca houve penetração, pelo que acusa a colega de “traição calculada”, uma vez que esta teria guardado o sémen depois de fazerem sexo oral e, depois, utilizou-o para engravidar.

Ora eu nem sei se tal coisa é possível, mas, ainda assim, há uma pergunta que fica no ar e que não resisto a fazer às meninas que visitam aqui o estaminé: vocês cospem, engolem, ou… guardam no tubo de ensaio?

segunda-feira, outubro 13, 2008

TV

Um bocadinho de sentido do ridículo é constrangimento garantido frente à televisão. A Teresa Guilherme costuma fazer-me levar as mãos ao rosto com frequência, mas desconfio que um novo recorde foi batido nos três minutos que vi de “Momento da verdade”. Por que não mudei de canal logo ao fim de 10 segundos? Nem sei, acho que houve qualquer coisa no cenário que me atraiu.

quinta-feira, outubro 09, 2008

Iúúúú-úú!

Pois é, aqui estou eu, viva e tal. Desculpem a ausência, mas nem dá para tentar explicar como foi a minha última semana. Agora a coisa acalmou um bocadinho - não muito, claro, que é para não perder o hábito e o ritmo - mas, pelo menos, já consigo parar para respirar fundo. Ontem até fui ao cinema, vejam lá a loucura!! (By the way, ide ver o Destruir depois de ler, ide.)
Adiante. Vim contar-vos uma cena esquisita de sexta-feira passada (eu sei, eu sei... mas não deu mesmo para escrever nada antes). Saí da redacção tarde e más horas, claro, e, além do excesso de trabalho, a semana tinha sido psicologicamente penosa, com situações difíceis de gerir em termos de relacionamentos pessoais (pessoais, mas no sentido laboral da coisa). Conclusão: nem sei bem explicar porquê, mas o facto é que mal me sentei no carro comecei a chorar e só parei quando cheguei à porta de casa. Nervos, stress, tensão acumulada... whatever! Vai daí, não me apetecia muito entrar em casa e sentar-me em frente á televisão; precisava de abraços e mimos. Como o suspeito do costume não me atendeu o telefone, liguei a um amigo muito fofinho, que tem uma mulher igualmente fofinha, que não se importou nada que ele tirasse uma horinha para me dar atenção (eu só precisava de um abraço e depois queria mais era dormir). E lá fomos, a um bar calmo e simpático, comer uma tosta e beber um sumo. E foi então que a cena esquisita aconteceu - confessem, já se tinham esquecido que eu tinha uma cena esquisita para contar! Aqui vai:
O empregado do balcão tinha, certamente, dois empregos, sendo que aquele devia ser um part-time nocturno e o principal era, i'm pretty sure, num concessionário auto. Naquele momento, o coitado já tinha saído da concessão, mas o cérebro ainda não tinha feito a transição, de tal forma a sua linguagem era estranha. Juro que, a determinada altura, estava à espera que ele se virasse para mim e dissesse: “A senhora tem que experimentar este sumo de ananás. Está novinho em folha, nunca foi bebido por outra pessoa. O ananás chegou ontem, directamente da fábrica. E a senhora está com sorte, porque eu não queria oferecer este sumo a ninguém, tinha pensado em ficar com ele para mim, mas a senhora tem cara de boa pessoa, habituada às coisas boas da vida, e eu percebi que quer um sumo de qualidade, um sumo sem problemas, um sumo… de garagem".
Foi muito esquisito, mas serviu para animar a minha noite! Et voilá, aqui está um testamento, para compensar a semana de ausência. Ou então sou eu, que, depois das dezenas de milhar de caracteres que debitei nos últimos dias, já não sei escrever pouco ;)

quinta-feira, outubro 02, 2008

Vamos a casa, orçamentos grátis

Se alguém conhecer uma esteticista que faça serviços ao domicílio, passe-me o contacto, ó faxavôr. Quer dizer, não é bem ao domicílio, é mais ao local de trabalho. O que eu preciso é de alguém que se desloque à minha redacção e, enquanto eu continuo a debitar caracteres como se não houvesse amanhã, me vá arrancando pêlos dos sítios mais variados.
Este meu aprisionamento laboral começa a deixar-me parecida com o abominável homem das neves.

terça-feira, setembro 30, 2008

Os números perseguem-me

Ontem cheguei à conclusão de que tinha nada mais nada menos que a módica quantia de 46 páginas para escrever até ao final da semana. Ora sendo que já são 21:55h de terça-feira, e como também tenho que acertar e rever uma revista inteira, consegui escrever, até agora, seis páginas. Vai daí, estamos a três dias do fim da semana e faltam-me escrever… ora bem… 46… 6… bom, é fazer as contas.


P.S.: Isto não é propriamente um post, é mais um fiz-um-intervalo-de-escrever-para-escrever, ou um larguei-o-inDesign-e-vim-respirar-um pouco-de-blogspot. Qualquer coisa assim.

sexta-feira, setembro 26, 2008

Reboot...

Eu: Ora diga-me lá, tendo em consideração o meu habitual orçamento reduzido, quanto é que me custariam as fotos do concerto da Madonna?
Senhora da agência: Se for uma ou duas, xx €, se for três ou quatro, baixa para os xy €, entre as cinco e as 14, já só custam xz €…
Eu: (depois de um "f***-**!" mental) E isso é sem IVA, verdade?
Senhora da agência: Sim, acresce o IVA. Mas deixe-me ver, para a xxxxxx podemos fazer aqui um desconto… digamos, dois e meio por cento.
Eu: Com IVA ou sem IVA?
Senhora da agência: Ãh?
Eu: O desconto, sobre o preço com IVA ou sem IVA?
Senhora da agência: Ah. É sempre sobre o preço base. Mas só se comprar mais de duas.
Eu: E isso dava quanto por cada uma?
Senhora da agência: Então, se quiser três seriam os xy € menos dois e meio por cento. Mais IVA.
Eu: Pois… E isso é quanto?
Senhora da agência: Então, vê quantas quer, multiplica por xy € ou xz €, dependendo, e depois tira dois e meio por cento. E junta o IVA.
Eu: Certo, mas quanto é que isso dá?
Senhora da agência: Então, é fazer as contas. Multipli…
Eu: Olhe, esqueça, vou comprar à Lusa. É mais caro, mas pelo menos não me obrigam a fazer contas!

O que querem? Eu é mais letras. Quando o meu cérebro tem que pensar em números, os neurónios fogem, assustados, e, no meio do pânico, chocam uns contra os outros, e o único raciocínio que me ocorre é: “o sistema encontrou um erro fatal e será encerrado”.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Depois admiram-se...

Maxi Pereira
Makukula
Katsouranis
Sidnei
Aimar
Di Maria
Balboa
Binya
Yebda
Urreta

Alguém consegue levar a sério uma equipa com estes nomes?!


P.S.: Já que aqui estão, aproveitem e espreitem este post, ó faxavôr, que assim escuso (gosto tanto deste verbo) de me duplicar. E depois digam-me que carro querem, para eu vos conhecer um bocadinho melhor... :Þ

segunda-feira, setembro 22, 2008

Les uns et les autres

Existem dois tipos de pessoas: as pessoas ao vivo e as pessoas por extenso. Umas têm o tempo e o tom, falam que é uma beleza; outras escrevem a frase exacta, pontuam que é um espectáculo. E o mundo assim dividido faz sentido. Normalmente, quem é ao vivo confunde-se por extenso, e quem é por extenso constrange-se ao vivo. Se cada macaco ficasse no seu galho, ver televisão e ler jornais e revistas, por exemplo, seria um prazer muito maior.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Quatro e meia da manhã! Quatro e meia!

Isso mesmo. Amanhã, tenho que estar às quatro e meia da madrugada no aeroporto. Para chegar cedinho ao destino e começar o trabalho logo de manhã pela fresquinha?, perguntam vocês. NÃO! Para chegar a Düsseldorf nada mais nada menos que quase à uma da tarde! Leram bem, para chegar a Düsseldorf – atentem: não à Conchichina, não à Venezuela, não a Hong-Kong, mas a Düsseldorf – mais de oito horas depois. E de seguida, quando tu te levantaste às três da manhã, tendo dormido um par de horas (se é que vale a pena chegar a ir à cama), o que é que eles fazem à uma da tarde? Hein? Dão-te uma sopinha e mandam-te dormir para o hotel? NÃO! Entregam-te a chave do carro com o motor Diesel de produção em série mais potente do mundo e mandam-te ir ver do que é que aquilo é capaz. Como é óbvio, estaremos todos com os níveis de concentração e capacidades de reacção no máximo…


P.S. das 18:32 - Derivado da questão Düsseldorf, diz que só devo voltar aqui lá para segunda-feira. Mas vocês estejam à vontade, façam de conta que esta é a vossa casa. Até lá, beijos e abraços :)

segunda-feira, setembro 15, 2008

Sangue do meu sangue

Ela é mãe. Carregou aquele fedelho nove meses na barriga. Aguentou as dores de parto, sem tempo para epidurais. Deu mama, biberão, papinha Nutriben, Cérelac, até Nestum com mel! Trocou-lhe as fraldas sujas. Ficou um ano com ele em casa. Pagou a creche, infantário, pediatra, natação e aulas de piano. E então um dia, com nove anos acabadinhos de fazer, ele chega da piscina, senta-se na mesa da cozinha e pede para terem uma conversa. “Não quero mais ir à natação no Estádio da Luz. Mãe… eu sou do Sporting”.
Ela, que descascava uma maçã, consegue desviar a faca da cabeça do dedo, mesmo no último instante. Olha para o filho fixamente, sem acreditar no que ouve. Mas ele repete. “Sou sportinguista, mãe. Leão, lagarto, verdinho!”.
Os últimos 3285 dias da sua vida passam-lhe diante dos olhos, como um filme. Anos e anos de dedicação, e é assim que ele agradece. Desesperada, tenta uma última saída: “Mas filho… de certeza que não preferes ser outra coisa? Ladrão, por exemplo, está muito na moda. Assaltas uns bancos, uma ou outra ourivesaria, ou podes até abrir a tua própria bomba de gasolina! Se for pouca emoção, que tal carjacking? Também está super in. Ou então…”.
Ele interrompe-a. “Vá lá, mãe, inscreve-me no Alvaláxia enquanto ainda há vagas. Ah, e já agora, podias fazer-me um reforço da semanada, para comprar um equipamento oficial”.
E, naquele momento, enquanto retoma maquinalmente o descascamento da maçã, três palavrinhas apenas lhe ocupam a mente: a dop ção.

terça-feira, setembro 09, 2008

Eu cá sou mau, sou muito mau!*

* ou "Quem aguenta o CSI Miami?"
ou ainda "Por que é que só me dou com gente doida?"

Eu, cheia de trabalho, quando finalmente consegui atender a Xana, depois de ela já me ter ligado praí umas dez vezes: Fogo, porque é que a semana não tem dez dias?!
Ela, com a maior das naturalidades, parva como só ela consegue ser: Deus bem queria criar o mundo em dez dias, mas o Horatio Cane tirou os óculos, olhou-o de alto a baixo e disse "dou-te sete, e olha lá..."

terça-feira, setembro 02, 2008

Coisas parvas que as pessoas inteligentes (também) dizem

“Se soubesse que o mundo acabaria amanhã, mesmo assim plantaria hoje uma árvore”
Martin Luther King

Eu percebo o romantismo da ideia, e tal, mas, ainda assim, Martin, amigo, diria que há que fazer uma gestão um bocadinho mais inteligente do tempo. Pensa bem: são 24 horas, apenas 24. Tantas pessoas a quem dizer que amo, tantos beijos e abraços para dar, tantas canções para desafinar, tantas gargalhadas para partilhar, tantas regras para quebrar, tantas músicas para dançar… Eu lá ia perder minutos preciosos a plantar uma árvore que no dia seguinte já não existiria?!

terça-feira, agosto 26, 2008

Eu já vi. (ou: "silly season")

E recomendo. Com a devida ressalva de que, ao contrário da maioria das pessoas que conheço, adoro musicais ;)





segunda-feira, agosto 18, 2008

Alguém me explica?

As coisas não lhe correram muito bem em Pequim, mas isso não tira qualquer mérito ao que Telma Monteiro tem feito até aqui e ao facto de continuar a ser uma das mais promissoras atletas nacionais. Outros Jogos Olímpicos virão. Até se perdoam as infelizes reacções da atleta à derrota; afinal, a pressão era muita e, por mais vitórias que se acumulem e títulos que se conquistem, 22 anos serão sempre 22 anos. Agora, alguém me consegue explicar, por favor, o que diabo se passa com o (des)penteado da miúda?! Falta de maturidade perdoa-se, agora tamanha falta de sentido estético e de senso do ridículo, não sei, não...